O Dia da Pátria para os cristãos

*Imagem: Diocese de Valadares
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Todos somos cidadãos, seres políticos, enquanto eleitores num processo democrático pelo qual, livremente, escolhemos, por legítimo dever cívico, aqueles que vão nos representar na direção de nossas instâncias públicas. Como cristãos, seremos sempre interessados em assuntos políticos, não com atitudes violentas, ofensivas, agredindo pessoas, gerando animosidades ou inimizades, mas agindo à luz do evangelho de Cristo que tem seu centro no mandamento do amor a Deus e ao próximo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado” (Jo 13, 34).

O que nos interessa como cristãos é olhar para Cristo, Rei do Universo, superior a qualquer outro reino ou ideologias, a fim de que, pessoalmente, tomemos a decisão correta. A Igreja tem afirmado que ela não tem partido e nem candidatos, pois isso pertence à consciência de cada um. Ela tem princípios e esses têm origem na Palavra de Deus.

O altar é lugar da Palavra de Deus e da Eucaristia e não deve ser utilizado nem direta e nem indiretamente para alocuções de cunho partidarista. Ele nunca deve ser transformado em palanque eleitoreiro, por melhores que sejam os candidatos da simpatia do celebrante. Alguns querem justificar atitudes partidaristas como se fossem ações de profetismo. Porém, nosso único Profeta é Jesus e é em seu modelo que nos devemos inspirar, mesmo quando contemplamos outros profetas que o precederam.

No altar não devemos procurar defesas ou ataques a quem quer que seja, mas buscar somente a iluminação que vem a partir de Cristo, “luz do alto que veio nos visitar” (Lc 1,78). Ele mesmo nos afirmou: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da Vida” (Jo 8, 12). Quero, então, convidar a todos para lançarmos nosso olhar para Cristo, como nos convida a Carta aos Hebreus: “Tenhamos olhos fixos em Jesus, que vai à frente de nossa fé e à leva à perfeição” (Hb 2, 2-3).

O Evangelho que ouvimos no último dia 7 de Setembro (Lc 6, 12-19) nos apresenta Jesus em oração, no alto de uma montanha, durante toda a noite. Ele está num momento decisivo de sua missão: escolher os seus apóstolos, aqueles que vão conduzir seu povo depois de sua morte, ressurreição e ascensão.

Subamos com Jesus a montanha da fé, da confiança em Deus, do amor mútuo, para juntos orarmos por nosso Brasil. Somos convidados a pedir ao Senhor pela nossa Pátria Brasileira, a quem amamos, pois é a nossa casa familiar, e nela queremos viver como irmãos e não como inimigos, buscando caminhos respeitosos para o progresso e a ordem.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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