Sínodo dos Bispos | 2021 – 2023



O que NÃO é Sínodo?

 
“Reitero que o Sínodo não é um parlamento, o Sínodo não é uma investigação sobre as opiniões; o Sínodo é um momento eclesial, e o protagonista do Sínodo é o Espírito Santo. Se não estiver o Espírito, não haverá Sínodo. Vivamos este Sínodo no espírito da ardente oração que Jesus dirigiu ao Pai pelos seus: ‘Para que todos sejam um só’ (Jo 17, 21)”.(Papa Francisco)




O que É um Sínodo?


A palavra “Sínodo” significa “caminhar juntos”. Desde a época dos apóstolos, a Igreja convoca sínodos para resolver as questões mais importantes e promover a unidade.

Existem sínodos diocesanos, sínodos regionais e os sínodos gerais.
Por exemplo, nossa Arquidiocese já está realizando o 2º Sínodo. Há pouco tempo aconteceu o Sínodo da Amazônia, que foi um sínodo regional.

Periodicamente, o Papa convoca um sínodo geral dos Bispos. O Papa São João Paulo II convocou sínodos e o Papa Bento XVI, também. O Sínodo Geral dos Bispos de 2023 não é o primeiro sínodo convocado pelo Papa Francisco. Através do sínodo, a Igreja analisa a realidade do tempo atual (VER) à luz da fé e das Sagradas Escrituras (JULGAR) a fim de discernir que caminhos seguir, sob inspiração do Espirito Santo (AGIR).


“Sínodo é expressão viva do ser Igreja. Escutar o Espírito e os irmãos” (Papa Francisco)

Ainda sobre Sínodo:

“’Sínodo’ é uma palavra antiga e veneranda na Tradição da Igreja, cujo significado recorda os conteúdos mais profundos da Revelação. […] Indica o caminho que os membros do Povo de Deus percorrem juntos. Remete, portanto, para o Senhor Jesus que se apresenta a si mesmo como ‘o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14,6), e para o fato de os cristãos, seguindo Jesus, serem chamados nas origens ‘os discípulos do caminho’ (cf. At 9,2)”.
(Comissão Teol. Internacional)


O SÍNODO TEM COMO LEMA "PARA UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO"

O tema a ser tratado é a sinodalidade como modo de ser da Igreja.



O que é Sinodalidade?

“A sinodalidade designa, antes de mais, o estilo peculiar que qualifica a vida e a missão da Igreja, exprimindo a sua natureza como Povo de Deus que caminha em conjunto e se reúne em assembleia, convocado pelo Senhor Jesus na força do Espírito Santo para anunciar o Evangelho. Ela deve exprimir-se no modo ordinário de viver e de agir da Igreja”.

Sinodalidade não equivale a democracia na Igreja. Significa diálogo entre irmãos sob às luzes do Espírito Santo com um objetivo: discernir os caminhos de Deus para a Igreja hoje.

TRÊS PALAVRAS DEFINEM A SINODALIDADE:





COMUNHÃO


A Igreja é comunhão (Koinonia). A unidade da Trindade – Pai, Filho
e Espírito Santo – é o modelo da unidade da Igreja: “Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim” (Jo 17, 22-23). A comunhão, isto é, o amor fraterno vivido dentro da Igreja é testemunho vivo do Evangelho. As divisões e rixas causam escândalo no mundo. Mas a comunhão gera atração, pois o amor é luz no mundo: “Veja como eles se amam” (Tertuliano)

 “Onde há amor e há caridade Deus ali também está. O Deus Trino, em
unidade, nos ensina como amar…”




PARTICIPAÇÃO


Todo batizado é discípulo-missionário. Participar “é uma exigência da fé batismal”, disse o Papa Francisco. A participação deriva da igual
dignidade dos filhos de Deus, na diferença dos muitos ministérios e carismas. Leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres, bispos: todos somos unidos pelo mesmo batismo e mesma missão. Participar é um compromisso eclesial irrenunciável. 

“Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar”



MISSÃO


A Igreja recebeu “a missão de anunciar e instaurar o reino de Cristo e de Deus em todos os povos e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra” (LG 5). O anúncio do Evangelho é missão de todos nós. O Papa Francisco nos convida a ser “uma Igreja em saída” como portas
sempre abertas para acolher os irmãos e irmãs.

Como acontecerá o Sínodo de 2023?

“Celebrar um Sínodo é sempre bom e importante, mas só é verdadeiramente fecundo se se tornar expressão viva do ser Igreja, de um agir marcado pela verdadeira participação. E isto, não por exigências de estilo, mas de fé” (Papa Francisco).

Um sínodo é uma grande celebração, feito em várias etapas. No caso do Sínodo de 2023, os trabalhos começam nas bases: o Papa quer ouvir a todos. A primeira fase é a chamada “Escuta do Povo de Deus”, à qual segue uma fase Continental. Os trabalhos culminarão com a Assembleia Geral dos Bispos em 2023, no Vaticano.

A “Escuta do Povo de Deus”

Na fase diocesana, ficou a cargo dos bispos o trabalho de ouvir o povo de Deus. Cada bispo, na diocese que pastoreia, deve organizar uma equipe e ativar os mecanismos de escuta.

Quais são estes mecanismos? Nas dioceses e nas paróquias já existem diversos mecanismos de escuta e discernimento: são os conselhos. Nestes, cada grupo de serviço pastoral, movimento e cada fiel deve se ver representado e saber-se escutado. No entanto, o Papa quer mais: Francisco pede para o Sínodo dar atenção especial à escuta das pessoas que, costumeiramente, ficam de fora e não são escutadas: os que estão “à margem”. E ainda: a escuta não deve se restringir somente aos membros da Igreja. O Papa quer ouvir pessoas ligadas a organizações públicas, pessoas de outras Igrejas e inclusive de outras religiões.

Trata-se de um Sínodo sobre a sinodalidade, que nos desafia todos ao exercício da ESCUTA e do DIÁLOGO.

Escutar o quê? Dialogar sobre o quê? Existe uma pergunta fundamental:

Uma Igreja sinodal, ao anunciar o Evangelho, “caminha em conjunto”. Como este “caminhar junto” acontece hoje na Igreja particular? Que passos o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso “caminhar juntos” (DP 26).

É uma pergunta sobre o modo como nós, enquanto igreja, praticamos o diálogo: que caminhamos já trilhamos e que passos precisamos dar? O grande condutor desse processo é o Espírito Santo.

PROGRAMAÇÃO

Fase Diocesana: de outubro de 2021 a julho de 2022.
É a Escuta do Povo de Deus.

Fase Continental: de setembro de 2022 a marco de 2023.

Assembleia Geral dos bispos: em outubro de 2023, em Roma.

Como participar?

Na Arquidiocese de Juiz de Fora acontecerão alguns encontros chamados “Koinonia”, palavra que significa “comunhão”. Nestes encontros serão gerados relatórios, os quais deverão ser reunidos numa síntese diocesana. Esta síntese será enviada para a CNBB, que recolherá as sínteses todas as dioceses do Brasil e assim caminhar para a Fase Continental.

Devido aos limites impostos pela pandemia, não poderemos realizar encontros com grandes números de pessoas. Portanto, faça-se representar. Os encontros acontecerão por setores da ação pastoral diocesana, com número de pessoas limitado aos representantes dos grupos de serviço e forças vivas da Igreja. Os representantes devem estar munidos da escuta já realizada nestes grupos. Eles devem estar preparados para participar dos encontros de “Koinonia” apresentando os frutos da escuta, para continuar o diálogo e buscar discernimento.

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