Na noite da última segunda-feira, 1º de junho, o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, presidiu a Santa Missa do terceiro dia da Trezena de Santo Antônio no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. A celebração foi concelebrada pelos reitores e formadores da instituição e reuniu todos os seminaristas das casas de formação que estudam no Seminário.
Os festejos deste ano possuem um significado especial para a Arquidiocese de Juiz de Fora. Além de celebrar o padroeiro do Seminário e da Arquidiocese, a instituição comemora o centenário de sua fundação. Ao longo de cem anos, o Seminário Arquidiocesano Santo Antônio tem desempenhado papel fundamental na formação de sacerdotes que servem à Igreja Particular de Juiz de Fora e a diversas dioceses do Brasil.
Conhecido por sua dedicação ao anúncio do Evangelho, pela profundidade de sua pregação e pela caridade para com os mais pobres, Santo Antônio de Pádua continua sendo uma das figuras mais populares da Igreja Católica. Sua vida e ensinamentos permanecem como inspiração para os cristãos que buscam viver a fé com autenticidade e compromisso.
Liderança como serviço
Em sua homilia, Dom Marco Aurélio refletiu sobre o Evangelho do dia, que apresenta a parábola dos vinhateiros homicidas. O Arcebispo destacou que Jesus utiliza uma situação conhecida da realidade social de seu tempo para denunciar a postura daqueles que exerciam a liderança religiosa de forma autoritária, esquecendo-se de que o povo pertence a Deus.
Para ele, a mensagem permanece atual e continua a desafiar toda a comunidade cristã. Ele alertou para o perigo do clericalismo, entendido como a atitude de quem se considera dono da missão ou da própria Igreja. “Nós não somos donos de nada. Somos servos, somos servidores, ministros. É isso que nos dá autoridade: a proximidade com o povo e a disposição para servir”, afirmou.
O Arcebispo também recordou os frequentes ensinamentos do Papa Francisco sobre a necessidade de combater o clericalismo e cultivar uma Igreja próxima dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que são frequentemente esquecidos pela sociedade.
Fé que se transforma em testemunho
Ao comentar a Segunda Carta de São Pedro, Dom Marco Aurélio ressaltou a importância de cultivar virtudes que deem coerência à vida cristã. A partir da exortação do apóstolo para unir à fé a virtude, o conhecimento, o autodomínio, a perseverança, a piedade, o amor fraterno e a caridade, o arcebispo destacou que a fé precisa se manifestar em atitudes concretas.
Ele chamou atenção para a distinção entre amor fraterno e caridade, explicando que o primeiro deve ser vivido dentro das comunidades cristãs, enquanto a caridade amplia esse horizonte para alcançar todas as pessoas, sem exclusões.
Dirigindo-se especialmente aos seminaristas, Dom Marco os convidou a refletirem sobre o próprio caminho vocacional e a buscarem uma espiritualidade sólida, capaz de sustentar o testemunho cristão e o serviço ao povo de Deus.
Programação continua

A Trezena de Santo Antônio prossegue até o dia 12 de junho, com celebrações diárias às 19h30 na Capela do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, localizada na Avenida Barão do Rio Branco, 4516, no bairro Alto dos Passos.
No dia 13 de junho, memória litúrgica de Santo Antônio, haverá Missas às 10h e às 17h. A celebração da manhã será presidida por Dom Marco Aurélio. A programação contará ainda com o tradicional Macarrão de Santo Antônio, apresentação de quadrilha e outras atividades festivas.
As comemorações seguem também no domingo, 14 de junho, com Missas às 10h e às 19h, almoço festivo e show de prêmios. Durante os dias 12, 13 e 14, os participantes poderão desfrutar das tradicionais barraquinhas e de apresentações musicais após as celebrações.