Círio Pascal é aceso durante Vigília, na noite de sábado (8)

Após o silêncio que caracterizou a Sexta-feira da Paixão (7) e o dia seguinte, os sinos das igrejas voltaram a tocar e o Glória voltou a ser entoado durante a Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo (8). Na Catedral de Juiz de Fora, esta que é considerada a “mãe de todas as vigílias” foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira.

Ainda com o templo no breu, o Pastor Arquidiocesano abençoou o Fogo Novo e acendeu o Círio Pascal, símbolo da Ressurreição de Cristo. A partir dele, as velas de todos os presentes foram acesas e começaram a iluminar pouco a pouco a igreja. Após a introdução solene do Círio na Catedral, deu-se início à Liturgia da Palavra, durante a qual foram lidos sete textos do Antigo Testamento e um do Novo Testamento, todos acompanhados de um salmo.

Após a proclamação do Evangelho sobre a Ressurreição de Jesus e a homilia, Dom Gil abençoou a água da fonte batismal e os fiéis presentes renovaram as promessas do Batismo. Seguiu-se a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a Liturgia Eucarística.

“Nessa vigília nós recordamos tudo o que veio antes de Jesus: a criação, a passagem do Mar Vermelho, a libertação da escravidão do Egito e tantas outras coisas, depois recordamos o nosso batismo. Por fim, nós cantamos ‘aleluias’, voltando à toda a alegria de sermos cristãos e à alegria de sermos salvos por Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nós”, explicou Dom Gil.

Após a comunhão, houve uma procissão com o Santíssimo Sacramento pelo adro da Catedral. A chuva fraca não impediu que os presentes acompanhassem Jesus Eucarístico e, em seguida, recebessem a bênção solene, já no interior da igreja.

A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco da Catedral, Padre João Paulo Teixeira Dias, e pelo Vigário Paroquial, Padre Danilo Celso de Castro. Os diáconos Antônio Valentino e Waldeci Rodrigues serviram ao Altar.

Na escuridão, as luzes voltaram a brilhar

Durante a homilia do Arcebispo Metropolitano, um apagão que atingiu toda a região central de Juiz de Fora fez com que as luzes da Catedral se apagassem completamente. Também sem o som dos microfones, Dom Gil se deslocou ao centro do altar e pediu que todos os presentes acendessem as lanternas de seus smartphones e celulares.

Segundo o Pastor Arquidiocesano, o apagão acabou sendo providencial. “Novamente nós pudemos refletir sobre a escuridão do túmulo onde Jesus estava. Eu pedi para todo mundo acender as lanternas dos celulares, e essas luzes foram o símbolo que nós encontramos Jesus, que não nos deixa na escuridão. Nós podemos enfrentar problemas, trevas na vida, mas temos certeza de que temos a luz em nossa mão, em nosso coração, que é Jesus Cristo. Então, foi providencial esse ‘apagãozinho’ durante a liturgia, que veio nos recordar todo o sentido dessa noite santa da Vigília Pascal.”

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