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O Papa Francisco afirmou que uma política que ignora os pobres não promove o bem comum. A frase foi dita em mensagem de vídeo aos participantes da Conferência Internacional “Uma política arraigada no povo”, em andamento, em Londres, na Inglaterra. Promovida pelo Centro de Teologia e Comunidade em Londres, a iniciativa aborda os temas tratados no livro do Papa Francisco, “Sonhemos Juntos”. As reflexões são centradas especialmente no que diz respeito aos movimentos populares e organizações que os apoiam.
O pano de fundo do discurso do Cardeal Pietro Parolin no evento “Fratelli tutti, Multilateralismo e Paz” foi a vontade de promover o princípio do bem comum da família humana e para consegui-lo são necessários pensamentos e ações mais arrojadas e criativas. Isto corresponde ao compromisso para o qual são chamados, observou o Cardeal, os participantes deste encontro: diretores gerais e altos funcionários da ONU em Genebra, e vários embaixadores, e é o propósito da ação diplomática multilateral da Santa Sé, para a qual Fratelli tutti oferece uma contribuição essencial. Para esclarecer o conceito de fraternidade, presente na Encíclica, o Secretário de Estado volta ao início do pontificado do Papa Francisco quando, assim que foi eleito, disse: “Rezemos sempre por nós: uns pelos outros. Rezemos pelo mundo inteiro, para que possa haver uma grande fraternidade”. Assim Francisco indicava um “critério programático” decisivo, disse o cardeal, para superar a dicotomia, particularmente atual neste tempo de pandemia, entre “o código de eficiência” e o “código de solidariedade”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento. No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.
Na vasta pauta de assuntos abordados pelo episcopado brasileiro na manhã deste último dia da 58ª Assembleia Geral da CNBB, esteve a questão dos Ministérios concedidos às mulheres. No dia 11 de janeiro de 2021, o Papa Francisco publicou a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Spiritus Domini, na qual altera o primeiro parágrafo do cânon 230, do Código de Direito Canônico (CDC), estendendo o ministério do leitorado e acolitado também às mulheres.
O assunto foi apresentado pelo assessor jurídico-canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier Gomes, que falou aos bispos o que, concretamente, foi alterado no Cânon. Trata-se da possibilidade de todo batizado e batizada ser instituído para o ministério de leitor e acólito.
A quarta Coletiva de Imprensa da 58ª Assembleia Geral da CNBB tratou, nesta quinta-feira (15) da realidade pandêmica no Brasil e a trajetória da Ação Solidária Emergencial “É tempo de Cuidar”, que lança agora a segunda fase. Participaram, o Bispo de Roraima (RR), segundo vice-presidente da CNBB e presidente da Cáritas Brasileira, Dom Mário Antônio da Silva; o Arcebispo de Manaus (AM), Dom Leonardo Steiner, e o Arcebispo de Florianópolis (SC), Dom Wilson Tadeu Jönk.
O Tempo Pascal tem sido marcado por iniciativas de solidariedade em paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora. No último domingo (11), por exemplo, quando a Igreja celebrou a Festa da Divina Misericórdia, a Paróquia São Miguel e Almas, de Santos Dumont (MG), arrecadou quase uma tonelada de alimentos não-perecíveis em prol de famílias carentes da cidade. Já a Paróquia São José, localizada no Bairro Costa Carvalho, em Juiz de Fora, já começou a distribuir as quase 3.500 caixas de bombons arrecadadas durante a Semana das Dores e a Semana Santa.