Retrospectiva 2021: confira momentos marcantes do Papa neste ano

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O ano de 2021 foi intenso para o Papa Francisco. Em um contexto ainda marcado pela luta pela superação da pandemia, o Papa retomou suas viagens apostólicas.

O Ano foi dedicado a São José e também marcou o início do processo sinodal, convocado pelo Papa, com etapas que vão até 2023, promovendo a escuta das comunidades católicas e da sociedade, sobre o futuro da Igreja Católica. O Sínodo 2021-2023 é visto como um momento de concretização de várias das dinâmicas do Concílio Vaticano II (1962-1965), uma referência do pensamento do atual Papa, que este ano estabeleceu novas normas sobre o uso do Missal pré-conciliar.

Confira, mês a mês, alguns destes momentos mais marcantes do Pontífice.

Janeiro

Logo no início do ano, o Papa anunciou a abertura da campanha de vacinação contra a covid-19 no Vaticano. Ele e seu antecessor, Bento XVI, se vacinaram no dia 13 de janeiro. E a vacinação no Vaticano foi estendida aos pobres, logo depois.

Em janeiro, o Papa estabeleceu um motu proprio para que os ministérios do Leitorado e do Acolitado fossem também abertos às mulheres, de forma estável e institucionalizada, com um mandato especial.

Fevereiro

Em fevereiro, o Papa adicionou memórias de seis santos ao calendário romano. Marta, Maria e Lázaro passaram a ser celebrados juntos; Gregório de Narek, João de Ávila e Hildegard de Bingen tiveram suas próprias memórias opcionais.

A oração mariana do Angelus com o Papa retornou com a presença dos fiéis na Praça São Pedro, após o período em que estava sendo transmitido da Biblioteca do Palácio Apostólico, devido ao lockdown.

A solidariedade do Papa ao povo de Mianmar (que sofreu um golpe no dia 1º de fevereiro) e pelas 317 estudantes sequestradas na Nigéria foi manifestada em alguns momentos, especialmente na oração do Angelus.

Um Motu Proprio do Papa Francisco atualizou o setor da justiça penal do Vaticano. A progressão de pena e programas de reabilitação de condenados no Vaticano estavam entre as mudanças.

Março

De 5 a 8 de março, o Papa Francisco esteve no Iraque. Foi a primeira visita de um pontífice ao país, e a primeira viagem do Papa Francisco desde o início da pandemia. A 33ª viagem do Papa teve como lema “Sois todos irmãos” e levou uma mensagem de paz, perdão e reconciliação após anos de guerra e terrorismo.

Abril

O Papa acolheu refugiados, detentos e enfermeiros na celebração da Festa da Misericórdia. Entre os refugiados, estiveram jovens provenientes da Síria, Nigéria e Egito, incluindo dois egípcios pertencentes à Igreja Copta e um voluntário da Caritas da Igreja Católica Síria.

Em mensagem pelos 500 anos da evangelização nas Filipinas, o Papa reforçou o pedido de “Dar de graça o que de graça receberam”. O Santo Padre convidou o povo filipino a “agradecer a Deus pelo dom da fé”. Ele os agradeceu “pelo testemunho da sua firmeza e confiança em Deus, que nunca os abandona”, assim como “pela sua paciência e perseverança em continuar no seu caminho, apesar das dificuldades”.

Maio

Em Maio aconteceu a Maratona de Oração convocada pelo Papa pelo fim da pandemia. Santuários do mundo inteiro se uniram em oração durante todo o mês. O encerramento da Maratona se deu com um terço rezado pelo Papa nos Jardins Vaticanos.

O Ministério de Catequista foi instituído pelo Papa Francisco no dia 11 de maio. A decisão foi divulgada através do Motu proprio “Antiquum ministerium”.

O Papa se encontrou com cerca de 100 pessoas, entre sem-teto e refugiados, para assistir ao filme-documentário “Francisco”, organizada pelo diretor e pela Fundação Laudato si’.

Junho

Em junho, foram feitas modificações no livro VI do Código de Direito Canônico. O livro é um dos sete que formam o Código e diz respeito às sanções penais na Igreja. Foi publicada a constituição apostólica “Pascite Gregem Dei” com a qual o Papa Francisco realizou tais modificações. A emenda entrou em vigor em 8 de dezembro.

O Papa expressou seu pesar e preocupação pela descoberta, no Canadá, dos restos mortais de 215 crianças de uma escola residencial indígena, e se uniu aos bispos do país no compromisso pela verdade.

Julho

O Papa Francisco foi internado em julho no Hospital Gemelli, em Roma, por 10 dias, após uma intervenção cirúrgica no cólon. “Continuo vivo, embora alguns me quisessem morto”, disse num encontro com jesuítas, em Bratislava.

De forma especial, Francisco rezou pela situação na África do Sul e pelas enchentes na Europa. Também o ataque a um mercado em Bagdá foi recordado pelo Pontífice.

O I Dia Mundial dos Avós aconteceu em 25 de julho. Uma iniciativa do Papa Francisco, que pediu na homilia deste dia: “Cuidemos dos avós e idosos. Eles não são sobras de vida.”

Agosto

Em agosto, o Papa nomeou a irmã salesiana Alessandra Smerilli como secretária interina do órgão vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral. A religiosa assumiu também a coordenação da Força-Tarefa montada pelo Vaticano para o período de pandemia.

O Papa enviou ajuda financeira ao Haiti, Bangladesh e Vietnã, pela situação vivida nos países.

Francisco expressou seu pesar pela morte do padre francês Olivier Maire e pelo assassinato de duas irmãs no Sudão do Sul. Um telegrama de Condolências do Pontífice foi enviado às famílias e à Congregação do Sagrado Coração.

Setembro

A segunda viagem internacional do ano levou o Papa a Budapeste, para encerrar o Congresso Eucarístico Internacional, e à Eslováquia, em setembro, com mensagens e gestos em defesa das populações mais vulneráveis. Falando aos jornalistas no voo de regresso a Roma, o Papa sublinhou a necessidade de proteção legal para as várias uniões, distinguindo-as do matrimônio católico.

Papa Francisco nomeou o Rev. Francisco Cui Qingqi, O.F.M., como novo bispo de Hankou/Wuhan, na China. Foi o sexto bispo nomeado pelo Papa Francisco sob o Acordo Provisório entre a Santa Sé e a China.

Outubro

No dia 10 de outubro, o Papa Francisco presidiu a Abertura do Sínodo dos Bispos.

Papa fez apelo pelo início da cúpula da ONU sobre o Clima – COP26 – em Glasgow, na Escócia, que teve início no dia 31. “Rezemos para que o grito da Terra e o grito dos pobres sejam ouvidos; para que este encontro dê respostas eficazes, oferecendo esperança concreta às gerações futuras.”

O Papa Francisco lembrou as feridas profundas que estão no centro do Relatório da Comissão independente sobre abusos sexuais na Igreja na França e afirmou: “É o momento da vergonha, minha e nossa.”

Também em outubro, o Papa visitou a Pontifícia Universidade Lateranense, da Diocese de Roma e inaugurou o ciclo de estudos sobre o “Cuidado da Nossa Casa Comum e a Proteção da Criação” da Cátedra UNESCO “Um Futuro de Educação à Sustentabilidade”.

Novembro

Em novembro, o Papa Francisco se encontrou, no Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae, em Roma, com 71 jovens de 41 países que fazem parte da Comunidade Scholas.

O Papa Francisco visitou Assis no dia 12 de novembro por ocasião do Dia Mundial dos Pobres. Um encontro de oração e testemunho na terra natal de São Francisco.

Dezembro

No dia 8 de dezembro, o Papa encerrou Ano de São José com membros da Comunidade Cenáculo.

O mês marcou o retorno do Papa a Lesbos, para um encontro com os refugiados ali acolhidos, após uma viagem ao Chipre e Grécia que deixou várias mensagens ecumênicas e em defesa da democracia. Francisco quis estar junto de várias famílias de refugiados, cinco anos depois da primeira visita a Lesbos, evocando as imagens de crianças mortas nas costas do Mediterrâneo.

“Não permitamos que este mar das memórias se transforme no mar do esquecimento. Irmãos e irmãs, eu peço-vos: paremos este naufrágio de civilização!”, afirmou.

Fonte: Site da Canção Nova

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