Na manhã da última sexta-feira, 11 de julho, festa litúrgica de São Bento, o Mosteiro da Santa Cruz, das Monjas Beneditinas, viveu uma celebração especial de fé e comunhão. A Missa solene foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada pelos padres Carlos Viol, C.Ss.R., Miguel Souza Lima Campos e João Paulo Teixeira Dias, além do Diácono Manoel Pedro da Silva Júnior.
O momento foi marcado por múltiplas motivações: além da memória do fundador do monasticismo ocidental, o Mosteiro celebrou, em 2024, 65 anos de fundação, completados no dia 13 de junho. A ocasião também se insere no contexto do Ano Jubilar da Arquidiocese, durante o qual o local foi reconhecido como igreja jubilar, possibilitando a obtenção de indulgência plenária aos fiéis que cumprirem as condições habituais: participação na Eucaristia, confissão sacramental, oração pelo Papa, profissão de fé (Credo), prática de caridade e peregrinação à igreja designada.
Durante a homilia, Dom Gil exaltou a espiritualidade beneditina como sinal de esperança em meio a um mundo disperso e materialista. “O mosteiro dá esse testemunho de vida que não termina nessa terra, mas vai para a eternidade”, afirmou.
Ele também refletiu sobre a fidelidade radical de São Bento à sua vocação: “Que Deus nos ajude a viver nesta espiritualidade tão linda, nascida no coração de um homem que soube entregar a sua vida indivisivelmente a Deus. Ele enfrentou todos os problemas organizados pelo demônio, por todas as pessoas que o demônio inspirava. Ele venceu tudo, permaneceu e foi perseverante até o fim”. E concluiu recordando o trecho final do Evangelho do dia: “Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10, 22).
O Arcebispo ainda compartilhou sua recente peregrinação a Roma pelo Ano Santo da Esperança, recordando sua passagem pelos mosteiros de Subiaco e Monte Cassino, onde São Bento iniciou e concluiu sua missão terrena.
A Madre Superiora do Mosteiro da Santa Cruz, Irmã Maria de Fátima, também expressou a alegria da comunidade ao viver esse tempo de graça. Segundo ela, o carisma beneditino permanece atual e necessário. “Com São Bento, aprendemos a manter o olhar fixo em Jesus e acreditar que pessoas diferentes podem viver como irmãos. O mosteiro é alicerce da nossa Igreja e irradia luz para a humanidade”, disse.
O Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Glória, Pe. Carlos Viol, C.Ss.R, relembrou a história da presença beneditina em Juiz de Fora e destacou formas pelas quais os fiéis podem apoiar a missão do mosteiro, como a aquisição de souvenires confeccionados pelas próprias monjas — entre eles, livros, revistas, alimentos como pães e mel. Neste ano jubilar, há ainda três modelos de souvenires que retratam a Cruz de São Bento e o painel do presbitério.
Encerrando as comemorações jubilares, a comunidade se prepara para outra data marcante: no próximo dia 14 de setembro, festa da Exaltação da Santa Cruz, padroeira do Mosteiro, acontecerá o jubileu dedicado aos amigos e benfeitores. A programação completa da festa patronal será divulgada em breve.