Imposição das cinzas marcam abertura da Quaresma

No dia 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, as igrejas da Arquidiocese de Juiz de Fora receberam milhares de fiéis para as missas que marcaram a abertura da Quaresma. Durante as celebrações, todos receberam sobre suas cabeças as cinzas, ouvindo dos padres, diáconos e ministros os seguintes versículos bíblicos: “Lembra-te que tu és pó, em pó te hás de tornar” (cf. Gn 3, 19) ou “Convertei-vos e crede no Evangelho” (cf. Mc 1, 15).

Na Catedral Metropolitana, a última Eucaristia do dia foi presidida pelo Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada pelo Pároco, Padre João Paulo Teixeira Dias, e o Vigário Paroquial, Padre Luiz Carlos Vitório. Os diáconos permanentes Antônio Valentino e Waldeci Rodrigues da Silva serviram ao Altar.

Em entrevista, Dom Gil explicou o significado das cinzas. “Na Bíblia, elas foram sempre símbolo de morte, de sacrifício, de humilhação, de penitência. Por isso, a Igreja usa o rito das cinzas para lembrar-nos a nós todos que a nossa vida tem fim na Terra, nós vamos morrer, mas que esta vida não termina no pó, na morte, tem um destino de vida eterna.”

O Arcebispo ainda apontou que a Quaresma é um tempo de purificação. “Tempo de conversão para que possamos celebrar bem a Páscoa, na alegria da ressurreição, e assim esperar a nossa ressurreição. No tempo da Quaresma nós fazemos uma caminhada com Jesus, procurando imitar a sua experiência de deserto.”

Por fim, o Pastor Arquidiocesano indicou a prática de três gestos durante o período quaresmal: caridade, oração e penitência. “No Brasil, a Campanha da Fraternidade vem nos ajudar, sobretudo, no aspecto da caridade. E este ano ela trata da fome, que é uma realidade. A nossa responsabilidade, enquanto cristãos, é ajudar a solucionar esse problema, tanto ajudando pessoalmente a quem precisa, quanto trabalhando para superar as causas da fome na sociedade.”

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