O “batismo” da igreja: Catedral Metropolitana celebra 38 anos de dedicação

Catedral, década de 1970 / Foto: Roberto Dornelas

Na véspera da Solenidade de Santo Antônio, padroeiro da cidade e da Arquidiocese de Juiz de Fora, a Catedral Metropolitana celebra uma data especial. Há 38 anos, em 12 de junho de 1988, o templo foi solenemente dedicado a Deus, tornando-se, de forma permanente, espaço de oração, celebração da fé e encontro do povo de Deus.

A dedicação de uma igreja é um dos momentos mais importantes de sua história. Mais do que a inauguração de um edifício, ela representa a consagração daquele espaço para o culto divino. A partir desse rito, a igreja passa a ser reconhecida oficialmente como lugar sagrado, destinado à celebração dos sacramentos, à proclamação da Palavra de Deus e à reunião da comunidade cristã.

Segundo o Pároco da Catedral Metropolitana, Pe. João Paulo Teixeira Dias, recordar a dedicação do templo é renovar a consciência de sua missão na vida da Igreja. “Ela foi dedicada pelo então Arcebispo Dom Juvenal Roriz, tornando-se para nós um lugar de encontro com Deus e sinal da unidade da nossa Igreja Particular”, destaca.

O que significa dedicar uma igreja?

Desde os primeiros séculos do Cristianismo, a dedicação de uma igreja é entendida como a entrega definitiva daquele espaço a Deus. Por isso, o rito é marcado por símbolos ricos em significado espiritual, que recordam a presença de Cristo no meio do seu povo.

Um dos momentos mais expressivos é a unção do altar e das paredes com o Santo Crisma, o mesmo óleo utilizado nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Ordenação. O gesto simboliza que a igreja foi consagrada e separada para o serviço de Deus. Um dos sinais mais visíveis da dedicação são as cruzes fixadas nas paredes do templo. Elas marcam os lugares que receberam a unção com o Santo Crisma durante a celebração. Dependendo da tradição e das características da igreja, podem ser doze cruzes, em referência aos doze Apóstolos, fundamentos da Igreja, ou quatro cruzes, simbolizando os quatro Evangelistas. Na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, encontram-se quatro cruzes, que recordam Mateus, Marcos, Lucas e João, autores dos Evangelhos que anunciam a Boa-Nova de Cristo.

Outro rito marcante é a incensação do altar e de toda a igreja. A fumaça do incenso que sobe aos céus representa as orações dos fiéis que se elevam até Deus. Ao mesmo tempo, o perfume espalhado pelo templo recorda que a presença divina santifica aquele espaço e todos os que nele se reúnem.

“Tem alguns ritos que são característicos deste momento, como a unção dos altares e dos marcos que sinalizam os evangelistas. Há também o rito da incensação da igreja, simbolizando que a nossa oração sobe ao coração de Deus. Aquele espaço sagrado se torna para nós um lugar de encontro com o Senhor”, explica o sacerdote.

Para aprofundar o significado desta data e conhecer alguns dos símbolos presentes no rito de dedicação de uma igreja, confira o vídeo especial publicado em nosso Instagram @arquidiocesejf (clique aqui).

A Catedral, coração da Arquidiocese

Celebrar a dedicação da Catedral é também recordar sua missão como igreja-mãe da Arquidiocese de Juiz de Fora. É nela que se encontra a cátedra do Arcebispo, sinal de sua missão de ensinar, santificar e conduzir o povo de Deus.

Ao longo de sua história, a Catedral tem acolhido celebrações marcantes da vida arquidiocesana, reunindo fiéis das diversas paróquias e cidades que compõem a Igreja Particular de Juiz de Fora.

“Recordar a dedicação da nossa Catedral é compreender este local como centro da nossa fé, da cidade de Juiz de Fora. Ela acolhe todas as outras comunidades e cidades da Arquidiocese, tornando-se sinal da nossa unidade como Igreja”, afirma Pe. João Paulo.

O sacerdote compara ainda a dedicação ao próprio batismo de uma pessoa. “Talvez poderíamos dizer que é como o batismo da igreja. A partir daquele momento, daquele rito da dedicação, aquela igreja se torna um lugar santo, um lugar no qual nós louvamos, bendizemos e adoramos o nosso Deus Criador”, reflete.

Ao celebrar seus 38 anos de dedicação, a Catedral Metropolitana renova sua vocação de ser casa de oração, de acolhida e de comunhão, preparando-se também para a festa de seu padroeiro, Santo Antônio, celebrada neste sábado, dia 13 de junho.

Na data dedicada ao santo, a programação contará com missas às 6h, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h, 18h e 20h. Clique aqui e confira o convite do pároco.

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