Diocese de Leopoldina terá Santuário dedicado a São José

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Em março, na Solenidade de São José, o bispo da Igreja particular de Leopoldina, dom Edson Oriolo, comunicou sua decisão de elevar a Igreja Matriz São José Operário de Leopoldina a dignidade de Santuário Diocesano. A instalação do novo santuário acontecerá em Celebração Solene marcada para o dia 08 de dezembro de 2021, Solenidade da Imaculada Conceição e Encerramento do ‘Ano de São José’.

Há 150 anos, São José foi declarado padroeiro universal da Igreja, através do decreto Quemadmodum Deus, assinado pelo Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1870. Para celebrar essa data, o Papa Francisco instituiu o ‘Ano de São José’, convidando-nos a refletir melhor sobre a vida do pai de Jesus Cristo.

O pontífice diz que depois de Maria, nenhum Santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como José. Dessa forma, definiu a partir do dia 08 de dezembro de 2020, até a mesma data do ano seguinte, como um tempo santo de indulgências e veneração ao culto de São José.

O santuário é uma referência pastoral e devocional para os fiéis, podendo ser diocesano, aprovado pelo bispo; santuário nacional, pela conferência episcopal e o santuário internacional, somente pela Santa Sé, conforme prevê o Código de Direito Canônico (Cân. 1232 – § l).

É um sinal da presença de Deus, com trabalho efetivo de pastorais em convergência com a Igreja particular de Leopoldina, cuidando da proclamação da Palavra de Deus, celebrações dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.

Dom Edson comentou que foi motivado a criar o Santuário Diocesano São José Operário pela grande devoção dos fiéis que visitam o templo, considerado um dos maiores espaços litúrgicos da região, cuja as peculiaridades arquitetônicas seguem os mesmos traços da Igreja Santa Ágata, localizada em Boekel, nos Países Baixos (Holanda). Dessa forma, o bispo atende a solicitação do padre Valtenir Lima e Silva, pároco da Paróquia São José Operário de Leopoldina, que celebrou 70 anos de fundação recentemente.

“Estive com dom Edson em fevereiro deste ano, para apresentar o sonho de nossa comunidade. Nosso bispo acolheu com carinho o pedido, indicando referências sobre a importância de um santuário. Com isso, estamos trabalhando para vivenciar este momento de graça. O santuário é lugar de memória, da presença de Deus e vida sacramental. Estamos fazendo memória de nossa fé, experimentando a presença de Deus e do Povo”, comentou padre Valtenir.

História da Igreja Matriz São José Operário de Leopoldina

Com a chegada da congregação religiosa Crúzios em Leopoldina (MG) foi fundada a Paróquia de São José Operário, por decreto diocesano assinado por Dom Delfim Ribeiro Guedes, no dia 01 de julho de 1950, conforme consta no 1º Livro de Provisões da Cúria Diocesana, à folha 66v., nº 84. Os primeiros padres responsáveis foram Martinho Arntz OSC, Jerônimo Barten OSC e José Duynhoven OSC.

No início de suas atividades na cidade, os padres Crúzios realizavam celebrações nas dependências de uma fábrica de tecidos, na antiga Rua da Floresta. Após a doação de um terreno de 10.000m2, foram iniciadas as obras.

O templo católico é uma réplica da Igreja de Santa Ágata, localizada no município de Boekel, nos Países Baixos (Holanda), da província de Brabante do Norte, terra natal do padre Egídio Donkers, OSC, responsável pela condução das obras da Matriz em Leopoldina, vindo também a conduzir os trabalhos de evangelização na Paróquia São José Operário entre os anos de 1958 e 1979.

A Igreja Santa Ágata (Holanda) foi construída em 1924. No local existiu uma capela datada de 1358, sendo construída outro templo no lugar em 1830. Em 1915, com a degradação de sua estrutura, foi projetada uma nova Igreja no local, pelo arquiteto Joseph Franssen. O desenho original foi projetado com duas torres, mas por falta de recursos, a segunda torre nunca foi construída. O traço característico de uma torre também foi mantido na construção da Igreja Matriz São José Operário de Leopoldina.

Ao lado da Igreja em Leopoldina existe um prédio onde funcionou o Seminário de Filosofia dos Crúzios, extinto na década de 1970 em virtude da diminuição das vocações sacerdotais. Com isso, o prédio e parte do terreno anexo foram alienados.

No ano de 1996, devido à falta de sacerdotes, os padres Crúzios retiraram-se de Leopoldina e entregaram à diocese a Igreja, a casa paroquial e os terrenos anexos, para que a mesma designasse um pároco do clero diocesano e continuasse os trabalhos de evangelização. A doação foi marco de generosidade dos Padres Crúzios.

Fonte: Site da Diocese de Leopoldina

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