Da Rússia ao Cazaquistão, em peregrinação com o Sucessor de Pedro

Foto: Vatican Media

“Vamos em peregrinação ao Cazaquistão para vivenciar um tempo de conversão pessoal e comunitária, orando junto com o Sucessor de Pedro, em comunhão com ele e com a Igreja universal. Eu e os outros peregrinos temos o desejo de que esta viagem seja para nós um momento de passagem de uma vida antiga para uma vida nova, orientada ainda mais para o encontro com Jesus.”

É assim que o pároco da paróquia católica de Vladimir e diretor do Setor de Peregrinações da Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscou, padre Sergij Zuev, conta suas expectativas para a peregrinação do grupo de católicos da Rússia que se junta à viagem apostólica do Papa Francisco ao Cazaquistão, que se realiza de 13 a 15 de setembro.

Grupo de 78 peregrinos é liderado pelo bispo Nikolai Dubinin

Liderada pelo arcebispo Paolo Pezzi, arcebispo da Mãe de Deus em Moscou, a arquidiocese cobre um território de 2.629.000 quilômetros quadrados e inclui cerca de uma centena de comunidades de católicos na Rússia.

O grupo de 78 peregrinos partiu na segunda-feira, dia 12, de Omsk, liderado pelo bispo auxiliar da Mãe de Deus, dom Nikolai Dubinin, e retornará à Federação Russa na sexa-feira, 16 de setembro.

Também nós queremos dar nosso testemunho de fé

“Após a pandemia, temos mais uma vez a oportunidade de passar dias juntos com fiéis de outros países – continua Sergij – e, sobretudo nestes tempos, é uma oportunidade muito importante para nós nos encontrarmos. Esperamos experimentar não apenas uma conversão pessoal, mas também ver o testemunho de fé que outros haverão de nos oferecer.”

“Também é importante que os fiéis de outras nações tenham a oportunidade de nos encontrar diretamente, porque neste período fala-se muito de nós, mas é sempre melhor ver com os próprios olhos e não apenas confiar no que se ouve ou em teorias abstratas. Estou certo de que o encontro com os fiéis de outras comunidades, antes de tudo a comunidade cazaque, nos enriquecerá e eles terão a oportunidade de ver o testemunho que também nós podemos dar em nosso caminho comum em direção a Jesus, o Salvador.”

Levamos conosco todos que não poderão participar

Há muitos católicos na Rússia que, por várias razões, não puderam participar da peregrinação, mas o padre Sergij lhes assegura a proximidade de todo o grupo: “Levamos em nossos corações também todos os católicos na Rússia que não poderão fisicamente participar da peregrinação: rezamos por eles desde já e compartilharemos com eles tudo de belo e útil que teremos experimentado nesta viagem”.

“Jesus nos deixou a tarefa de proclamar o Evangelho e é isso que faremos, uma vez tendo voltado para casa, com aqueles que nos perguntarão como foi: somos os ouvidos, as pernas e o coração daqueles que não poderão estar fisicamente próximos ao Papa Francisco durante estes dias”, ressalta o sacerdote.

Uma peregrinação de conversão pessoal

O programa da peregrinação inclui não apenas a participação em momentos de oração e reflexão com o Pontífice, mas também o encontro com o clero e fiéis locais e uma visita ao KarLag, a sigla pela qual é conhecido o gulag soviético de Karaganda, ativo de 1939 a 1959.

“Sinto-me feliz por há vários anos estar envolvido na organização de peregrinações. Eu mesmo – diz o padre Sergij – comecei minha caminhada de conversão durante uma peregrinação: fui vender produtos na VI Jornada Mundial da Juventude em Czestochowa (Polônia), em 1991, com o Papa João Paulo II. Eu não sabia quem era o papa e o cristianismo não me interessava, mas eu queria vender produtos aos peregrinos e comprar um par de jeans para mim, que na época não conseguia encontrar na Rússia. Procuramos organizar peregrinações principalmente dentro da Federação Russa, a lugares onde tantos mártires testemunharam sua fé, até o fim.”

Fonte: Site Vatican News

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