A missão da Igreja

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Em meio às movimentações do processo eleitoral no País, a Igreja cumpre sua missão de anunciar Jesus Cristo no exercício da cidadania. Ela pretende auxiliar as consciências para que o processo seja realmente democrático, isento de engodos e enganações, mas não pode se reduzir a este estreito aspecto. Ela vai muito mais além e anima seus filhos a serem abrangentes em sua vivência de fé.

É necessário recordar que o mês de outubro é tradicionalmente mês missionário na Igreja, quando os cristãos são chamados a rezar e a trabalhar pela difusão dos princípios cristãos no mundo inteiro, do amor de Deus a todas as raças, afinal, da Pessoa de Jesus Cristo entre os povos.

Em nossa Arquidiocese de Juiz de Fora, o espírito missionário tem sido desenvolvido, com forte acento nestes últimos anos, após a realização do Sínodo Arquidiocesano quando pudemos adotar o tema Missão como prioritário na ação pastoral arquidiocesana. Além de outras iniciativas, foi criado o projeto de inter-colaboração entre as Igrejas de Juiz de Fora e Óbidos, no Estado do Pará, aproveitando a anterior experiência pessoal de Pe. Anchieta. O Projeto está hoje em pleno andamento, contando com a presença de dois sacerdotes nossos (Pe. Sérgio e Pe. Nilo) na Paróquia de São Martinho daquela Diocese, e também em outras áreas pastorais. Ao final deste mês segue o Padre José Maurício, juntamente com a leiga Conceição Golveia e um seminarista de Leopodina. Em dezembro, retorna Pe. Sérgio, tendo cumprido de ótima forma sua missão. A presença destes presbíteros e de nossos leigos ali é, na verdade, a presença forte da Igreja juiz-forana na missão além-fronteira. Foi oferecido ao Bispo Diocesano de Óbidos, Dom Bernardo, oportunidade de acolher em nosso Seminário Santo Antônio seminaristas daquela Diocese, o que já tem acontecido. Tal medida tem como escopo não só a colaboração na diminuição de gastos para aquela diocese, mas também uma forma de auxiliar na formação do espírito missionário de nossos próprios seminaristas.

Lembremo-nos, contudo de que a missão não se resume apenas em ir para longe. Nossas cidades e, sobretudo nossas periferias geográficas, morais e virtuais, são território de missão. Também entre nós há necessidade de aumentar o espírito missionário seja entre os leigos, seja entre os padres, seja entre as paróquias, seja entre as comunidades. Ser missionário é inerente à condição de ser Igreja, pois ela é essencialmente missionária. O Senhor a fundou assim. Ele, ao final de sua vida terrestre, enviou os seus discípulos dois a dois a todos os lugares onde ele próprio deveria ir, como nos ensinam os santos evangelhos. Felizes estamos pelo excelente trabalho dos Jovens Missionários Continentais de nossa Arquidiocese que já completaram um ano de missão nas paróquias! Louvores a Deus!

O Papa Bento XVI, hoje Emérito, em sua mensagem para o 80º Dia das Missões, escreveu: para amar segundo Deus, é preciso viver n’Ele e d’Ele: a primeira casa do homem é Deus, e somente quem mora n’Ele arde de um fogo de caridade divina capaz de incendiar o mundo”.

A missão tem como motor o amor de Cristo que nos impulsiona; sem ele, nada se realiza e nem persevera.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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