Tragédia de Brumadinho (MG) completa seis meses

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Na última quinta-feira, 25 de julho, seis meses após a tragédia do rompimento da barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG), o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), Dom Vicente de Paula Ferreira, presidiu Missa no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora do Rosário, em intenção às vítimas e seus familiares.

O Centro de Treinamento de Líderes Dom José Dalvit, em Brumadinho, foi elevado a Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora do Rosário, onde também será construído o Memorial Minas de Esperança, em homenagem às vítimas do rompimento da barragem.

O Memorial será o campanário do Santuário Arquidiocesano. Segundo o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, “com 20 metros de altura, o campanário terá cinco sinos e será composto de três mãos, que sustentam a cruz, que é símbolo da Arquidiocese de Belo Horizonte, e no braço dessas mãos, que sustentam os sinos, a placa com os nomes de todas as vítimas dessa tragédia em Brumadinho”. Dom Walmor ressaltou ainda que, “recordando dos que já partiram, possam todos trabalhar para valorizar a vida”.

Em entrevista à Rádio Catedral, o Padre José de Anchieta Moura Lima falou sobre os seis meses que se passaram. Em março, ele esteve na região atingida, juntamente com outros sacerdotes da Arquidiocese de Juiz de Fora, realizando a “Missão Solidariedade Brumadinho”.

“Uma data muito triste para aqueles que perderam seus entes queridos; quase 300 pessoas mortas de uma só vez num ambiente e numa situação tão delicada para nós, uma página muito triste para o Estado de Minas Gerais e para o Brasil. Mas é importante nós continuarmos sendo solidários, continuarmos unidos, e a justiça seja feita. Que haja uma indenização justa para aqueles que perderam tudo, perderam parentes, perderam amigos, perderam suas expectativas de vida, suas esperanças foram roubadas. Temos que pedir a Deus que conforte a todos aqueles que trabalham em Brumadinho, os padres e leigos, as religiosas, aqueles que ainda continuam visitando, os padres de nossa Arquidiocese que continuam participando e dando uma presença solidária àquele povo”.

A tragédia em Brumadinho, com o rompimento da barragem da mineradora Vale na mina Córrego do Feijão, aconteceu às 12h28 de 25 de janeiro de 2019. Até o momento, 248 mortos foram identificados e outros 22 ainda estão desaparecidos no meio do mar de lama endurecida.

*Com informações do site da Rádio Catedral

Veja Também