Sessão sinodal com paróquias de Juiz de Fora encerra período de escuta do II Sínodo Arquidiocesano

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O II Sínodo da Arquidiocese de Juiz de Fora caminha para o fim. A última atividade realizada antes do encerramento, previsto para 20 de novembro, foi a sessão sinodal com os missionários das paróquias da cidade de Juiz de Fora. O encontro aconteceu no último sábado (8), no prédio da Cúria Metropolitana.

A sessão sinodal contou com a presença do Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira. “Essa sessão sinodal representa algo de muita importância na Arquidiocese de Juiz de Fora, porque nós estamos fazendo agora as reuniões finais antes de terminar o Sínodo. Já fizemos uma sessão sinodal com os padres das outras cidades menores, que são 36, e agora fazemos com a grande cidade de Juiz de Fora, que tem 600 mil habitantes, 45 paróquias e muitos desafios”, lembrou o Pastor Arquidiocesano. “Nós queremos ver a realidade, como está a nossa Igreja, o que precisa fazer para que ela cresça, para que as lacunas sejam preenchidas”, completou.

O Secretário-Executivo de Pastoral, Padre Everaldo José Sales Borges, ressaltou que os encontros envolvendo os missionários sinodais contribuem, e muito, para a redação do Documento Sinodal. “Se eu tivesse que usar uma imagem para falar da constituição do Documento Sinodal, ou dos resultados que estamos colhendo no final dessa caminhada, ela seria uma colcha de retalhos, em que cada um oferece um quadro, um desenho, uma cor. Aquilo que as pessoas tomam em mãos como questionamento e respondem são os elementos que nos ajudam a pensar o caminho que foi feito e o caminho que tem que ser feito adiante.”

O Secretário do II Sínodo Arquidiocesano, Padre Vanderlei Santos de Sousa, CSsR, apontou que, com a sessão sinodal do último sábado (8), mais uma fase se encerra. “Nós tivemos a etapa de escuta das paróquias, através de questionários que foram encaminhados; a etapa de estudos e elaboração do perfil da arquidiocese, com o professor Marcel, que fez os estudos estatísticos; e essa terceira etapa que nós estamos realizando, que são os vários momentos de encontro com os missionários sinodais, pessoas que foram encaminhadas pelas paróquias para representá-las e serem pessoas de ajuda nesse processo sinodal de leitura da realidade da diocese”, resumiu o sacerdote. “Com essa etapa, então, nós concluímos o caminho da escuta, da atenção, do estudo, do debruçar-nos para perceber quais são os sopros do Espírito para a nossa Igreja Arquidiocesana de Juiz de Fora”, finalizou.

Marcel Vieira, professor de Estatística responsável pela tabulação dos dados recolhidos junto às paróquias, afirmou que o trabalho não se encerrou. “Nós conduzimos um estudo em que tentamos traçar a realidade da vida das paróquias, sobretudo nesse período em que vivemos a pandemia. A partir desse retrato que foi tirado, nós poderemos dar os passos seguintes, que é enfrentar os desafios que o momento presente nos trouxe. Então, esses dados não vão ficar engavetados. A partir de agora, será o momento de analisarmos ainda mais profundamente aquilo que foi constatado, para que possamos dar os próximos passos.”

Para o missionário sinodal João Paulo da Silva, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, do Bairro Francisco Bernardino, o Sínodo tem o poder de avivar. “O principal combustível desse movimento todo é o entusiasmo, para que a gente possa seguir na caminhada; ter esse momento de aprendizado para poder voltar para a nossa casa, que são as paróquias, com as experiências que são trocadas aqui e com muito mais dinamismo, com a ampla visão do que a Igreja pede na contemporaneidade, o que que a gente pode fazer com atitudes muito simples, mas concretas, dentro do espírito de caminhar juntos.”

Lesiane Maria de Almeida, representante da Paróquia São José do Costa Carvalho, destacou as contribuições feitas a partir dos trabalhos em grupo. “Nós tivemos colocações muito importantes, que trouxeram para nós uma análise do que já foi feito até agora, e hoje estamos aqui para elaborar um início de recomeço de uma forma mais clara, mais segura e mais acolhedora. O nosso foco, do meu grupo, em especial, foi o acolhimento: receber a todas as pessoas, porque nós não somos diferentes, somos todos iguais.”

Após as exposições feitas no Auditório Mater Ecclesiae, padres e leigos participaram de um momento de oração na capela do Seminário Santo Antônio. Na ocasião, Dom Gil deu uma bênção de envio aos presentes. Clique aqui e confira as fotos do dia.

A Comissão Central do II Sínodo foi dissolvida em setembro e agora os trabalhos seguem com a Comissão de Redação do Documento Sinodal. A partir das contribuições recolhidas nas assembleias com os missionários e padres, além dos estudos feitos até aqui, o documento será escrito e submetido à revisão do Arcebispo Metropolitano. A expectativa é de que no dia 20 de novembro seja apresentado um esboço do conteúdo. O lançamento do Documento Sinodal será no dia 1º de fevereiro de 2023, aniversário de 99 anos da Diocese de Juiz de Fora.

 

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