Santa Missa marca aniversário da Fundação Maria Mãe

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Na manhã desta terça-feira, 16 de julho, Dia de Nossa Senhora do Carmo, funcionários, voluntários e assistidos pela Fundação Maria Mãe reuniram-se para a Celebração Eucarística em ação de graças aos 35 anos da obra social. A missa foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, que visita o local quatro vezes ao ano.

Concelebraram com o pastor os padres Erelis Camilo Resende de Paiva – diretor espiritual da instituição – e Luciano Bonato. Os diáconos permanentes Adelmo Resende Carvalho e Waldeci Rodrigues da Silva serviram ao altar, assim como o candidato ao Diaconato José Aparecido Nascimento Rocha.

“Há muitos anos que essa associação trabalha em nossa Arquidiocese, sobretudo em Juiz de Fora, para acudir os pobres mais pobres, que são aqueles que vivem nas ruas, e qualquer outro tipo de pessoa que precise de assistência. Esta obra é muito importante, tem um lugar muito especial no nosso coração. Trabalha no escondimento, mas que atinge à classe mais pobre da sociedade, procurando dar a ela aquilo que não teve por outros meios”, afirmou Dom Gil.

O arcebispo ainda lembrou que a instituição é dedicada à Maria. “Toda manhã estão aqui dezenas de pessoas para receberem aquilo que nós podemos, com a nossa pobreza, oferecer a eles, mas sobretudo com a nossa generosidade, na nossa disposição de servir, sabendo que aquele que serve ao pequeno, serve a Jesus. Então, na casa de Maria, na família de Jesus, nós queremos estar sempre, porque aí estão também os pobres”.

A presidente da Fundação Maria Mãe, Vanessa Maria Farnezi, que está na função há sete anos, comentou os desafios e as conquistas da obra social. “A gente tem que acompanhar toda a evolução que tem acontecido na parte da assistência social, que hoje em dia é uma responsabilidade de todos nós. A Irmã Mônica, que fundou essa casa, começou com a preocupação dos alimentos das pessoas na parte da manhã e, com o passar do tempo, a gente viu que não é só o alimento; eles precisam de muito mais. Através dessa evolução, da necessidade e também da mudança de perfil dos nossos assistidos, nós estamos investindo agora em capacitação”.

Segundo Vanessa, entre as oficinas oferecidas, estão as de culinária, artesanato e confeitaria. “As pessoas em situação de rua esbarram na falta de instrução e na falta de um comprovante de moradia, além de muitos cursos serem pagos. Então, a gente fez várias oficinas e, assim, vamos despertando neles os talentos escondidos e ajudando que eles vejam a capacidade que estava ali escondida, a importância de estar aprendendo alguma coisa e se preparando também para entrar novamente no mercado de trabalho”.

A Fundação Maria Mãe atende, por dia, uma média de 120 a 160 pessoas em situação de rua. Através de seus nove funcionários e 50 voluntários, a instituição oferece, além de café da manhã, espaço para banho, corte de cabelo, roupas limpas, capacitações e atendimentos com psicólogo e assistente social.

Os interessados em contribuir com a obra social podem entrar em contato através do telefone (32) 3212-5072.

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