Prédio da Cúria sedia “I Encontro de Pais e Alunos das Escolas Católicas da Arquidiocese de Juiz de Fora”

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Na noite da última sexta-feira (30), aconteceu no Auditório Mater Ecclesiae, no prédio da Cúria Metropolitana, uma reunião entre os pais dos alunos das escolas católicas de Juiz de Fora e o Arcebispo. Com o objetivo de atender aos responsáveis pelas crianças e adolescentes, Dom Gil Antônio Moreira preparou um evento com cunho pastoral para esclarecer aquilo que a Igreja pretende com a educação confessional.

Muito feliz com a iniciativa, o pastor propôs realizar o evento anualmente e deu a ele o nome de “I Encontro de Pais e Alunos das Escolas Católicas da Arquidiocese de Juiz de Fora”. A ideia foi acolhida pelos presentes, dentre eles, pais, alunos e alguns funcionários dos seguintes colégios: Jesuítas, Comunidade Resgate, Santa Catarina, Nossa Senhora do Carmo, Academia e Arautos do Evangelho.

*Padre Leles falou sobre o documento “Gravissimum Educationis”

A reunião começou com uma oração e a fala de abertura de Dom Gil, apresentando a proposta do evento. Em seguida, o Padre José Leles da Silva, que também é educador, falou sobre o documento “Gravissimum Educationis”, criado no Concílio Vaticano II. Por meio dele, apontou o papel das escolas católicas, sua importância e a função dos pais. Além disso, apresentou os direcionamentos atuais do Papa Francisco, como a busca por humanizar a educação, a cultura do diálogo e o semear da esperança.

O vigário episcopal para Educação, Comunicação e Cultura da Arquidiocese, Padre Antônio Camilo de Paiva, também compôs a mesa e, por meio de diversos escritos, abordou o que a Igreja quer da educação religiosa na escola católica. “Vim aqui para expor o pensamento da Igreja e da Congregação para Educação Católica. Quando a gente mergulha nos documentos da Igreja é realmente especial, nos transporta para um horizonte transcendente, no sentido de ver a educação como algo essencial, uma educação da humanidade, da fé, um modo de ver e sentir Deus e espalhar esse Deus para os irmãos“, afirmou o padre.

O advogado e professor Carlos Eduardo Paletta Guedes agregou outro ponto ao debate: os aspectos jurídicos. Tópicos como “Escola Sem Partido”, proibição do Ensino Religioso confessional e liberdade de religião foram abordados frente aos documentos legais (como a Constituição Federal e a Convenção Americana de Direitos Humanos) e esclarecidos aos espectadores.

*Dom Gil abriu e encerrou o evento da sexta (30)

O encerramento ficou por conta de Dom Gil, que ressaltou o posicionamento da Santa Sé quanto à ideologia de gênero e a doutrinação marxista e, também, a sua opinião acerca da preocupação dos pais, motivadora do encontro: “Eu, pessoalmente, não creio que as escolas católicas de Juiz de Fora estejam ensinando ideologia de gênero, nem doutrinação alguma”.

Ao final fez alguns pedidos, direcionando-os assim:

Aos religiosos e religiosas, leigos e leigas que tenham escolas católicas em nossa Arquidiocese, que primem pela total fidelidade às orientações da Santa Sé Apostólica, da Congregação para Educação Católica e da Congregação de Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, mantendo os aspectos mencionados nessa reunião de hoje, ou seja, eliminando qualquer influência direta ou indireta, voluntária ou involuntária. E, ao formar as consciências para a solidariedade sobre nossos irmãos sofredores e desfavorecidos, é um dever de todos nós garantir a opção preferencial pelos pobres. Não caiam em qualquer tipo de orientação marxista; seus métodos não são os de Cristo.

Aos educadores, desejo agradecer pelos esforços na excelência da qualidade acadêmica, que é um dos princípios das escolas. Eu peço aos educadores profissionais que primem por respeitar eticamente e auxiliar integralmente os princípios cristãos católicos da instituição.

Aos pais, solicito que estejam sempre atentos para defender, não só nas escolas, mas em todo meio social, os valores da família e seu sentido original e integral. E exerçam de forma pacifica e respeitosa o seu direito de defender a educação de seus filhos, dentro dos valores cristãos, colaborando com os princípios católicos das nossas escolas”.

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