Pastoral da Aids realiza 39ª Vigília pelos Mortos de Aids, no próximo fim de semana

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A Pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, neste fim de semana, 14 e 15 de maio, a 39ª Vigília Pelos Mortos de Aids. Este ano a vigília retoma o tema “Tantas vidas não podem se perder”, expressão que nos coloca em comunhão com as pessoas que faleceram e estão na presença de Deus, e nos alerta a sermos vigilantes no cuidado com a vida.

No dia 14, das 17h30 às 19h, será realizada a missa nacional da vigília diretamente do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), com transmissão ao vivo pela TV Pai Eterno e pelas redes sociais da Pastoral (Facebook e YouTube da Pastoral da Aids) e no Facebook da CNBB. Já no domingo dia 15, a celebração será realizada nas comunidades locais.

De acordo com a pastoral, a proposta da vigília é “conclamar a todos a promover a vida através da corresponsabilidade humana para diminuir as fragilidades e vulnerabilidades, promovendo um espírito fraterno e solidário no cuidado com o próximo”.

A Vigília é um movimento internacional que iniciou em maio 1983 e traz à lembrança daqueles que perderam a vida por causa desta doença. Além de ser um momento celebrativo para sensibilizar as comunidades para a realidade da Aids, que ainda continua a provocar novas mortes. O movimento surgiu a partir de um grupo de mães, parentes e amigos de pessoas que haviam morrido por causa do HIV, organizou, em Nova Iorque, a Primeira Vigília Pelos Mortos da Aids.

De acordo com a Pastoral, este ano a ideia central da campanha é retomar o tema “Tantas vidas não podem se perder”, porém trazendo a “jovialidade”, o “novo”, o “renascer”, a nova “chama da esperança”… por isso rostos jovens e alegres.

Cartaz de divulgação

“Neste dia queremos reforçar nosso chamado, enquanto Igreja em saída, que convida à oração e recordação dos que partiram, mas ao mesmo tempo promove uma ação coletiva da cultura do encontro com os mais fragilizados, sendo testemunhas proféticas, em vista de uma sociedade mais humana, fraterna e solidária. Lembramos, ao mesmo tempo, que a morte não é a última palavra sobre o humano. Cristo ressuscitou para que transformemos os sinais de morte em sinais de vida”, ressalta a pastoral. 

HIV/AIDS 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que desde o início da epidemia, em 1980, até os dias atuais, mais de 38 milhões de pessoas morreram de AIDS em todo o mundo, dessas mais de 680 mil somente no ano de 2020. E continuam a morrer.

Uma análise do UNAIDS revelou que os lockdowns e outras restrições impostas pela Covid-19 interromperam os novos testes de HIV e, em muitos países, levaram a quedas acentuadas nos diagnósticos e encaminhamentos para o tratamento do HIV, dificultando o diagnóstico precoce e consequentemente início do tratamento.

Sem contar os impactos potenciais que a pandemia de Covid-19 poderá ter sobre o fornecimento de medicamentos antirretrovirais para tratar o HIV. Segundo o Boletim Epidemiológico (BRASIL, 2021), desde o início da epidemia de Aids no Brasil (1980) até 31 de dezembro de 2020, foram notificados 360.323 óbitos tendo o HIV/Aids como causa básica.

Fonte: Site da CNBB

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