Paróquias seguem contando com compromisso dos fiéis

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Na certeza de que a pandemia modificou todos os hábitos, trabalho e vivência da fé, as paróquias têm se adaptado a nova dinâmica estabelecida. Nesse período de isolamento social, elas usam as redes sociais para sensibilizar os fiéis sobre a necessidade de devolver o dízimo.

O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, explica que a manutenção das igrejas, mesmo que fechadas, exige recursos. “Se gasta com luz, água, telefone, limpeza, empregados. Isso acontece em qualquer paróquia. Qualquer igreja, maior ou menor, tem contas a pagar. Quem paga isso? Quem tem fé! Eu e você que pagamos o dizimo.”

O dízimo é um gesto concreto de consagração e agradecimento, do que somos e possuímos. Além de ser um compromisso com a Igreja, já que é uma contribuição material para a evangelização, missão e manutenção das paróquias. O pastor orienta a todos: “Não seja apegado. Quanto mais você oferece, mais você recebe”.

Na Arquidiocese, as paróquias seguem disponibilizando contas bancárias para depósitos ou transferências, entre em contato com a sua paróquia, por telefone ou pelas redes sociais, para obter os dados necessários para realizar sua oferta.

Posicionamento da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também recebeu questionamentos sobre a necessidade de se recolher o dízimo atualmente. Por isso, o portal da Conferência conversou com Dom Murilo Krieger, atual administrador apostólico da arquidiocese de Salvador (BA), e divulgou uma matéria esclarecendo as dúvidas.

Dom Murilo, que foi um dos responsáveis pelo documento da CNBB sobre Dízimo,  enfatizou que o fiel deve fazer questão de participar responsavelmente da vida de sua paróquia, oferecendo o dízimo como expressão de sua fé. “A partir do momento que o fiel tem a consciência de que a oferta é uma colaboração para com a manutenção da Igreja, na perspectiva de que tudo o que tem recebeu de Deus e a Ele oferece uma parte do fruto de seu trabalho, e sabendo que sua paróquia tem compromissos, o fiel faz questão de participar responsavelmente da vida de sua paróquia e oferece o dízimo como expressão de sua fé”, salientou.

*Com informações de CNBB

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