Papa sobre trabalho Infantil: muitos pequeninos privados de dignidade

Foto: Pixabay
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A pobreza é a mãe de todas as explorações. A miséria que acompanha a ausência de proteção dos direitos fundamentais é o abismo que engole milhões de pessoas todos os anos, a começar por aqueles que não podem se defender: meninas e meninos que se encontram “arando os campos, trabalhando nas minas, para percorrer grandes distâncias para tirar água e realizar trabalhos que os impeçam de frequentar a escola, sem falar no crime de prostituição infantil”. Foi o que enfatizou o Papa Francisco em mensagem à Organização Mundial do Trabalho (OIT).

As palavras do Pontífice foram direcionadas aos participantes da V Conferência Mundial sobre a Eliminação do Trabalho Infantil, que começou no domingo passado, 15, em Durban, na África do Sul, e se estende até a próxima sexta-feira, 20.

A mensagem ao público foi lida nesta segunda-feira, 16, pelo Núncio Apostólico no país, Dom Peter Bryan Wells. O prelado deu voz à preocupação do Santo Padre por uma “tragédia” agravada nos últimos anos, “pelo impacto da crise global da saúde e a propagação da pobreza extrema em muitas partes do nosso mundo”.

Para aquelas “muitas mãos pequenas” forçadas a fazer o que nenhuma criança deveria fazer, o Papa pediu aos organismos internacionais e nacionais competentes um “compromisso maior” para minar “as causas estruturais da pobreza global e da desigualdade escandalosa que continua a existir entre os membros da família humana”.

“Resolutamente”

Da exploração laboral que, muitas vezes, leva às piores formas de abusos de outros tipos, milhões de crianças, frisou Francisco, são privadas “da alegria de sua juventude e de sua dignidade dada por Deus”.

A Conferência da OIT insiste fortemente na tarefa de difundir “maior consciência” sobre o tema para “encontrar formas adequadas e eficazes de proteger a dignidade e os direitos das crianças, especialmente através da promoção de sistemas de proteção social e acesso à educação por todos”.

A Santa Sé e toda a Igreja, comentou Francisco, está trabalhando para que o fenômeno seja combatido “de forma resoluta, conjunta e decisiva”, já que, à “medida” com que “a dignidade humana inata” e os direitos fundamentais são respeitadas pelos pequenos “expressa que tipo de adultos somos e queremos ser, e que tipo de sociedade queremos construir”.

Fonte: Site da Canção Nova

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