Papa lava os pés a doze detentos: Deus perdoa sempre!

*Foto: Vatican Media
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Na Quinta-feira Santa (14), Francisco foi a Civitavecchia, nas proximidades de Roma, para celebrar a Santa Missa “in Coena Domini” com as pessoas detidas no Novo Complexo Penitenciário. O Papa realizou o rito do lava-pés a nove homens e três mulheres, de diferentes idades e nacionalidades.

Durante a liturgia, o Santo Padre fez a sua homilia sem um texto preparado, comentando o significado do lava-pés, “uma coisa estranha” neste mundo: “Jesus lava os pés do traidor, aquele que o vende”. E acrescentou: “Jesus ensina-nos isto, simplesmente: vocês devem lavar os pés uns aos outros […] um serve o outro, sem interesse: como seria belo se fosse possível fazer isto todos os dias e a todas as pessoas”.

O Papa lamentou que muitos de nossos gestos são realizados por interesse. “Ao invés, é importante fazer tudo sem interesse: um serve o outro, um é irmão do outro, um ajuda o outro, um corrige o outro e assim deveria ser feito. E depois, ao traidor, o chama de ‘amigo’ e o espera até ao fim: perdoa tudo. Isso gostaria de colocar hoje no coração de todos nós, inclusive do meu: Deus perdoa tudo e Deus perdoa sempre! Somos nós que nos cansamos de pedir perdão.” Ele nos pede somente a nossa confiança.

Servir e ajudar

Cada um de nós, disse ainda Francisco, “tem algo que está nos nossos corações há muito tempo, mas peçam perdão a Jesus”. E sugeriu uma oração: “Senhor, perdoa-me. Eu tentarei servir os outros, mas Tu serves a mim com o Teu perdão”. “Este é o pensamento que gostaria de deixar: servir e nos ajudar.”

O Papa conclui anunciando que repetirá o gesto feito por Jesus. “Eu o farei de coração, porque nós sacerdotes deveríamos ser os primeiros a servir os outros, não explorar os outros. O clericalismo às vezes nos leva para este caminho. Mas devemos servir.”

E recordou que “há um Senhor que julga, mas é um julgamento estranho: o Senhor julga e perdoa”. E concluiu exortando as pessoas a prosseguirem com a celebração, com “o desejo de servir e perdoar uns aos outros”.

*Fonte: Site do Vatican News

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