Papa Francisco chega à Macedônia do Norte

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O Papa Francisco já está na Macedônia do Norte, última etapa de sua 29ª Viagem Apostólica. O voo da Alitália aterrisou no Aeroporto Internacional de Skopje por volta das 8h15, hora local. O Chefe do Protocolo subiu a bordo do avião para saudar o Pontífice, que ao descer, foi acolhido pelo presidente da República, Sr. Gjorge Ivanov. Duas jovens em vestes tradicionais ofereceram ao Papa pão, sal e água.

O presidente e o primeiro ministro acompanharam o Papa Francisco ao automóvel que o levou até a Sala Vip. Após um breve encontro, o Pontífice dirigiu-se ao Palácio Presidencial, conhecido como “Vila Vodno”, nome tirado da montanha que sobressai na paisagem à sudeste da capital da Macedônia do Norte.

Na visita de cortesia ao mandatário, foi apresentada ao Pontífice sua família e há a troca de dons. Ao final do encontro privado, Francisco dirigiu-se à Sala adjacente onde se encontrou com o primeiro-ministro. Ao final, o presidente o acompanhou até o Mosaique Hall, no primeiro andar, onde teve lugar o encontro com as Autoridades, com a Sociedade Civil e com o Corpo Diplomático.

Em seu primeiro discurso no país, Papa Francisco destacou que a Macedônia é considerada “ponte entre o Oriente e o Ocidente, e ponto de confluência de numerosas correntes culturais”, com os requintados testemunhos “do seu passado bizantino e otomano”. E prosseguiu, dizendo que “esta riqueza cultural é apenas o espelho do seu patrimônio mais precioso e válido: a composição multiétnica e multirreligiosa da fisionomia do seu povo, fruto de uma história rica e – por que não? – também complexa de relações tecidas ao longo dos séculos”. “Estas caraterísticas especiais possuem, ao mesmo tempo, um relevante significado no caminho de uma integração mais estreita com os países europeus”.

Respeito leva a um futuro de paz e fecundidade

Continuando, o Santo Padre afirmou: “Todos os esforços que forem realizados para que as diferentes expressões religiosas e as várias etnias encontrem um terreno de entendimento comum no respeito pela dignidade de cada pessoa humana e na consequente garantia das liberdades fundamentais, nunca serão em vão; antes, constituirão a sementeira necessária para um futuro de paz e fecundidade”.

Assistência aos migrantes: cadeia solidária

Depois, o Papa falou sobre a questão da assistência aos migrantes: “Quero ainda salientar o generoso esforço feito pelo seu país (…) para acolher e prestar assistência ao grande número de migrantes e refugiados vindos de vários países do Oriente Médio: fugiam da guerra ou de condições de pobreza extrema”. Em seguida afirmou: “Almejo que a lição da cadeia solidária que caracterizou aquela emergência nos anos de 2015 e 2016, seja aproveitada em benefício de todo o trabalho de voluntariado ao serviço das inúmeras formas de mal-estar e necessidade”.

Filhos da Macedônia sigam exemplo de Madre Teresa

Em seguida, o Papa falou sobre a “ilustre compatriota” do povo da Macedônia, Madre Teresa de Calcutá, que “movida pelo amor de Deus, fez da caridade para com o próximo a lei suprema da sua existência, suscitando admiração em todo o mundo e inaugurando uma maneira específica e radical de se colocar ao serviço dos abandonados, dos descartados, dos mais pobres”.

“Exorto-vos a continuar a trabalhar com empenho, dedicação e esperança, para que os filhos e as filhas desta terra possam, a seu exemplo, descobrir, alcançar e amadurecer a vocação que Deus sonhou para eles”.

Por fim, o Papa expressou sua gratidão pela visita que, cada ano, uma delegação oficial do país faz ao Vaticano por ocasião da festa dos Santos Cirilo e Metódio.

É a primeira vez que o Sucessor do Apóstolo Pedro visita o país que estabeleceu relações diplomáticas com a Santa Sé há 25 anos, pouco depois da independência, ocorrida em setembro de 1991.

*Com informações do site do Vatican News

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