Papa Francisco: a exemplo de Jesus, afastar-se da maldade e se aproximar de quem sofre

*Imagem: Vatican Media
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Na alocução que precedeu a oração mariana do Regina Caeli desse domingo (12), o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia (Mc 16,19), data em que a Igreja de muitos países, inclusive do Brasil, celebrou a Solenidade da Ascensão do Senhor. A liturgia mostra que Jesus aparece aos Apóstolos e confia “a tarefa de continuar a sua obra”. Com o retorno ao Pai, comentou o Pontífice, Cristo não se separa de nós, mas precede o nosso destino.

Francisco sugeriu a imagem das montanhas para compreender a Palavra, quando se sobe em direção a um cume: “caminha-se, com dificuldade, e, finalmente, em uma curva do caminho, o horizonte se abre e se vê o panorama”. Nessa hora as forças são redobradas para chegar ao topo: “e nós, a Igreja, somos exatamente aquele corpo que Jesus, tendo subido ao céu, arrasta consigo como em uma ‘escalada em grupo’”, mostrando “passo a passo”, “com alegria”, “a beleza da Pátria para a qual estamos caminhando”. E o Papa mostra quais são esses passos a serem dados até o caminho final:

“Dar vida, levar esperança, afastar-se de toda maldade e mesquinhez, responder ao mal com o bem, aproximar-se dos que sofrem. Esse é o ‘passo a passo’. E quanto mais fizermos isso, mais nos deixamos transformar pelo Espírito, mais seguimos o seu exemplo, e mais, como nas montanhas, sentimos o ar ao nosso redor se tornar leve e limpo, o horizonte amplo e a meta próxima, as palavras e os gestos se tornam bons, a mente e o coração se expandem e respiram.”

Ao final da reflexão, o Papa pediu a intercessão de Maria para nos ajudar a chegar à meta, que ela já alcançou, através de um caminho consciente rumo à glória do Céu:

“Então podemos nos perguntar: está vivo em mim o desejo por Deus, o desejo por seu amor infinito, por sua vida que é vida eterna? Ou estou um pouco castigado e ancorado às coisas passageiras, ou ao dinheiro, ou ao sucesso, ou aos prazeres? E o meu desejo pelo Céu, me isola, me fecha ou me leva a amar os meus irmãos com um coração grande e desinteressado, sentindo que eles são meus companheiros no caminho ao Paraíso?”

A sabedoria do coração para redescobrir uma comunicação humana

Em nossos dias, é importante alcançar uma “comunicação plenamente humana”. Essa foi a exortação feita por Francisco durante as saudações ao final da oração mariana do Regina Caeli, ao recordar o 58º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema “inteligência artificial e sabedoria do coração”.

“Somente recuperando uma sabedoria do coração poderemos interpretar as exigências do nosso tempo e redescobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana. A todos os profissionais da comunicação vai o nosso agradecimento pelo seu trabalho!”

A saudação às mães

Em seguida, o Papa dirigiu suas felicitações às mães dos países onde se celebra o Dia das Mães, pensando nelas “com gratidão”, pedindo orações “pelas mães que foram para o Céu” e aplaudindo os fiéis reunidos na Praça de São Pedro por todas elas.

Santa Sé pronta a favorecer esforços para troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia

O pedido de orações pela paz na Ucrânia, na Palestina, em Israel e Myanmar, e sobretudo um apelo para que haja uma troca de prisioneiros entre Moscou e Kiev, também feita com a ajuda da Santa Sé. O Papa, nas saudações após o Regina Caeli, mais uma vez pensa em todos aqueles que sofrem com os conflitos, com o olhar voltado para a violência que está ensanguentando uma parte da Europa.

“Enquanto celebramos a Ascensão do Senhor Ressuscitado que nos liberta e nos quer livres, renovo o meu apelo para uma troca geral de todos os prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, assegurando a disponibilidade da Santa Sé em favorecer todos os esforços nesse sentido, especialmente por aqueles que estão gravemente feridos e doentes.”

Até o momento, a Rússia e a Ucrânia realizaram mais de 50 trocas de prisioneiros desde o início da guerra – em 24 de fevereiro de 2022. Em mais de 2 anos de conflito, vários milhares de prisioneiros foram libertados por ambos os lados. A última troca conhecida data de 8 de fevereiro deste ano. Naquela ocasião, o presidente ucraniano Zelensky calculou o número de ucranianos libertados em 3.135.

Na Urbi et Orbi de 31 de março deste ano, Francisco lançou um apelo para abrir um caminho de paz para as populações que são vítimas de todos os conflitos, começando por Israel, Palestina e Ucrânia. Também naquela ocasião, o Papa pediu uma “troca geral de todos os prisioneiros entre Rússia e Ucrânia”. Em 17 de abril deste ano, durante a Audiência Geral, o Pontífice voltou a falar sobre os prisioneiros de guerra, invocando o Senhor para que movesse “a vontade de libertar todos eles”. O Papa fez então uma clara referência à tortura dos prisioneiros, descrevendo-a como “uma coisa muito feia, não humana”.

*Fonte: Vatican News

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