“O presbitério tem que se reunir para poder crescer no aspecto de fraternidade presbiteral”, diz Dom Gil sobre a importância da Reunião do Clero

Na última terça-feira, 21 de maio, o prédio da Cúria Metropolitana de Juiz de Fora sediou mais uma Reunião do Clero. Durante o encontro entre padres e diáconos, que acontece quatro vezes ao ano, houve momentos de formação, pela manhã, e dos comunicados e prestações de contas habituais, à tarde.

Em entrevista, o Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira, afirmou que a reunião contribui para criar um clima de verdadeira comunidade entre o clero. “O padre não é padre individualmente, mas ele é padre membro de um presbitério. Claro que ele tem a sua função individual ou pessoal, mas é membro de um presbitério. Então, esse presbitério tem que se reunir de vez em quando para poder crescer também no aspecto de fraternidade presbiteral. Nós também temos o retiro espiritual, que reúne o clero durante cinco dias para rezar e para viver a sua fraternidade presbiteral. Então, é muito importante que a gente se reúna quatro vezes por ano em forma geral e nos intervalos, em forma forânica, grupos menores de regiões da Arquidiocese”, pontuou.

Pela manhã, foram apresentados aos presentes dois tópicos principais: primeiro, os padres Claudio Machado e Nei Angelo fizeram uma exposição sobre o Encontro Nacional dos Presbíteros, do qual participaram no mês de abril, em Aparecida (SP). “Trouxeram de lá para nós as reflexões que foram colocadas naquele encontro, que são de grande importância, sobretudo no sentido de criar uma Igreja cada vez mais fraterna, mais sinodal, mais unida, para vencer o individualismo que campeia no mundo de hoje”, resumiu Dom Gil.

Em seguida, foi a vez de os integrantes da Coordenação Sinodal da Ação Evangelizadora falarem sobre o encontro do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), realizado em 27 de abril. Esse foi o primeiro evento presencial do grupo após o 2º Sínodo Arquidiocesano. De acordo com o Coordenador, Padre Geraldo Doncidi Vieira, na ocasião foi utilizado o método do “diálogo no Espírito”. “É uma metodologia bonita, porque a reunião se torna uma oração. E a gente, ali, aprende o que hoje menos a gente sabe fazer: escutar o outro. Deus fala através do bispo, do padre, do palestrante, mas fala através de cada irmão. E nessa reunião a gente tem a chance de escutar todo mundo. E como é devagar, é mais lenta, pouco a pouco o Espírito Santo vai fazendo o consenso.”

O Secretário da Coordenação Sinodal da Ação Evangelizadora, Padre João Carlos Ventura de Oliveira, falou dos dois temas abordados. “O primeiro foi conduzido pelo nosso Arcebispo, Dom Gil, falando do imediato da Pastoral que precisa ser a sua experiência, o seu amor, a sua adesão a Jesus Cristo. Não há pastoral se não tiver Jesus Cristo. É necessário abrir o coração a Ele, fazer uma profunda experiência, que vai se renovando cada vez mais, para que possamos, então, pastorear. E depois tivemos o segundo tema, que foi a Catequese, de maneira especial sobre a iniciação à vida cristã, que precisa ser, de certa forma, o eixo da vida pastoral. Percebemos que há muitos que estão na pastoral, já têm uma caminhada, mas ainda precisam viver essa iniciação à vida cristã, que está ligado ao primeiro assunto. Ter, em primeiro lugar, o amor, a adesão a Jesus Cristo.”

Após o almoço, a reunião seguiu com a abordagem de assuntos mais práticos, como a prestação de contas por parte dos ecônomos e a realização de eventos arquidiocesanos nos próximos meses. O clero voltará a se encontrar no dia 6 de agosto.

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