“Não vos deixarei órfãos”: fé e esperança marcam Missa pelas mães falecidas em Juiz de Fora

Celebração no Cemitério Municipal reuniu fiéis no Dia das Mães para recordar, com fé na ressurreição, aquelas que permanecem vivas no coração de Deus

No último dia 10 de maio, o Cemitério Municipal de Juiz de Fora se tornou lugar de oração, memória e esperança durante a tradicional Missa pelas mães falecidas, celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Marco Aurélio Guimarães Guibiotti. A celebração contou ainda com a concelebração do Padre Carlos Augusto Alves dos Santos, vigário paroquial da Paróquia Santíssima Trindade e assessor da Diáconia da Esperança, que atua no atendimento ao cemitério; do Padre Márcio de Carvalho Herculano, SVD; além da presença do diácono Álvaro Shwenck Spindula. As celebrações são organizadas pela Diáconia da Esperança, que realiza esse importante trabalho pastoral junto às famílias enlutadas.

Em meio às homenagens, flores e recordações, a liturgia destacou a certeza da vida nova em Cristo, especialmente neste tempo pascal, em que a Igreja celebra a vitória da vida sobre a morte.

A esperança que nasce da ressurreição

Durante a homilia, Dom Marco Aurélio recordou que a celebração acontece ainda sob a luz do mistério pascal, ressaltando que a ressurreição de Jesus é o fundamento da esperança cristã. Segundo ele, o Evangelho do dia, retirado do discurso de despedida de Jesus no Evangelho de São João Evangelista, revela a promessa de que Cristo permanece com os seus, mesmo após sua partida física.

O arcebispo destacou que o amor pedido por Jesus vai além de sentimentos: trata-se de um compromisso concreto, vivido em atitudes e na fidelidade aos seus mandamentos. “Guardar o mandamento do amor é acolhê-lo no coração, com zelo e dedicação, como algo precioso que transforma a vida”, explicou.

“Não vos deixarei órfãos”: consolo para os que perderam suas mães

Um dos pontos centrais da reflexão foi a frase de Jesus: “Não vos deixarei órfãos”. Dom Marco Aurélio ressaltou que essa promessa ganha um significado especial para aqueles que já não têm suas mães presentes fisicamente.

Ele recordou que, na tradição bíblica, o órfão representa aquele que está desamparado, mas que Cristo assegura sua presença constante por meio do Espírito Santo. “Não estamos sozinhos. O amor de nossas mães permanece vivo em nós, em nossa memória e em nosso coração”, afirmou.

Além disso, o arcebispo reforçou a fé na vida eterna: “A morte não encerra a história. Nossas mães vivem em Deus e intercedem por nós”.

O testemunho do amor que permanece

A homilia também convidou os fiéis a testemunharem o amor de Deus no cotidiano, especialmente dentro das famílias. Inspirado na carta de São Pedro Apóstolo, Dom Marco Aurélio destacou a importância de “dar razões da esperança” por meio de atitudes concretas.

Ele ainda dirigiu uma palavra especial às mães presentes, lembrando que a maternidade é um dom e uma missão: ser sinal do amor de Deus dentro dos lares. “O amor de mãe não é apenas sentimento, mas doação, compromisso e presença concreta”, ressaltou.

Encerrando a celebração, os fiéis renovaram sua confiança em Deus, certos de que, mesmo diante da saudade, a fé ilumina o caminho e sustenta a esperança de um reencontro na eternidade.

Notícias

Instagram

Facebook

Veja Também

Veja Também