Na Solenidade de Pentecostes, jovens e adultos recebem o Sacramento da Crisma na Catedral

Quarenta e dois jovens e adultos receberam o Sacramento da Crisma na Catedral Metropolitana na tarde desse domingo, 23 de maio, quando a Igreja celebrou a Solenidade de Pentecostes. A Missa foi presidida pelo Arcebispo Emérito de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, que substituiu Dom Gil Antônio Moreira. A Eucaristia foi concelebrada pelo Vigário Paroquial, Padre Luiz Carlos Vitório.

O rito da Crisma teve início após a Liturgia da Palavra, com a apresentação dos crismandos, a renovação das promessas batismais e a imposição das mãos pelos celebrantes. Em seguida, jovens e adultos aproximaram-se, um a um, de Dom Eduardo, que ungiu a fronte de cada um deles com o Óleo do Crisma. Por conta dos cuidados inerentes à pandemia, esse gesto foi feito com o auxílio de um algodão, evitando o contato físico entre crismandos e o prelado.

Em entrevista, o Arcebispo Emérito de Sorocaba ressaltou a estreita relação entre este sacramento e Pentecostes. “Todo aquele que é batizado recebe o Espírito para ser filho de Deus. Mas ele tem um acréscimo do Espírito, a plenitude, no sacramento da Santa Unção, para poder dar testemunho de Cristo no mundo. Crismar no dia de Pentecostes é o próprio Pentecostes na vida daqueles que são crismados”.

Dom Eduardo ainda explicou o motivo de a Crisma também ser chamada de Sacramento da Confirmação. “Não é como se o Batismo não fosse válido, não é para confirmar nesse sentido; mas para tornar firme a vida daquele que foi batizado. Aqueles que o recebem estão recebendo a graça de poderem ser plenamente responsáveis no decorrer da vida pelo anúncio do Evangelho no mundo, procurando em tudo o reino de Deus”, finalizou.

A importância do momento foi reconhecida por vários crismandos. “É muito bom, porque é a confirmação do Batismo. A gente está fazendo essa escolha maravilhosa, encaminhados pelos nossos pais, e é muito gratificante”, disse Andressa Helena Domiciano Miranda, de 14 anos. As formações à distância iniciadas no ano passado, segundo a jovem, não foram problema. “A Catedral soube dirigir muito bem, a gente continuou aprendendo, continuou realizando todas as aulas e deu tudo certo”. João Emanoel Guedinho da Costa, de 15 anos, revelou ansiedade na véspera do grande dia. “Foi um ano de muita preparação para chegar até hoje, um dia bem esperado. Receber a Crisma é receber uma responsabilidade para o futuro”.

No final da Missa, houve o rito do apagar do Círio Pascal, marcando o fim do Tempo da Páscoa. Com a Solenidade de Pentecostes a grande vela é retirada do presbitério e conduzida ao batistério, onde permanece ao longo de todo o ano para ser aceso durante o Batismo. “Hoje, dia de Pentecostes, ao concluir o Tempo da Páscoa, o Círio será apagado. Este sinal nos é tirado para que, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado, nos tornemos, nós, a ‘Luz de Cristo’ que se irradia como uma coluna luminosa que passa no mundo, para iluminar os irmãos e irmãs, e guia-los no êxodo definitivo rumo ao céu”, leu Dom Eduardo, apagando o Círio em seguida.

Catequese à distância

Desde o ano passado, os crismandos da Catedral participaram de encontros de formação virtuais e realizaram algumas atividades de suas casas, com o objetivo de se prepararem para receber o Sacramento de Confirmação do Batismo. A Crisma aconteceu dessa maneira devido à pandemia, pois todas as atividades pastorais foram suspensas para evitar a propagação do novo coronavírus.

As atividades desenvolvidas para a preparação da Crisma foram desde discussão sobre o evangelho do dia até a realização de dinâmicas e atividades de entretenimento (atividades readaptadas devido às limitações impostas pela pandemia). O mesmo formato foi utilizado com as crianças que fizeram a Primeira Eucaristia no dia 22 de maio, segundo o Administrador Paroquial da Catedral, Padre José de Anchieta Moura Lima. “Não foi tão fácil no início, depois as pessoas foram pegando o ritmo. O que a gente pode é louvar a Deus pelas tecnologias, os meios de comunicação, e pelas pessoas que usam bem esses meios para ter acesso e fazer com que a evangelização, com que a Catequese chegue para todos”.

O sacerdote recordou a importância da participação da família neste caminho formativo. “Temos muito o que agradecer às catequistas, mas principalmente às famílias das crianças e dos adolescentes. Se a família não colabora, a criança não vai fazer a catequese, e muito menos o adolescente”, afirmou.

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