Na Festa da Santíssima Trindade, Arquidiocese de Juiz de Fora homenageia Dom João Justino de Medeiros Silva

Nesse domingo, 4 de junho, quando a Igreja celebrou a Solenidade da Santíssima Trindade, a Missa das 10h, na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, foi presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo Metropolitano de Goiânia. Dom João Justino pertenceu ao Clero de Juiz de Fora, onde nasceu e foi ordenado padre e bispo.

A visita de Dom João Justino à sua terra natal se deu a convite do Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, em razão de sua eleição como primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril deste ano, durante a 60ªAssembleia Geral.

O Pastor Arquidiocesano falou de sua iniciativa. “Eu estava na Assembleia da CNBB quando João Justino foi eleito Primeiro Vice-Presidente. Eu achei que era mais que justo convidá-lo para vir aqui, receber do nosso coração, em casa, uma singela homenagem por esta eleição. Dom João Justino tem feito um bom itinerário de serviço à Igreja, seja nas dioceses por onde ele tem passado, seja também na CNBB, onde ele trabalhou durante oito anos, dois mandatos seguidos, na Comissão de Educação e Cultura.”

Dom Gil aproveitou para desejar a Dom João Justino que desempenhe um bom trabalho na nova função. “Pedimos a Nosso Senhor que ajude Dom Justino a cumprir bem essa tarefa, que o ilumine sempre em todos os momentos, porque dirigir a CNBB é uma tarefa importante, mas não deixa de ser difícil. Mas ele, com a sua capacidade, sua serenidade e seu espírito de oração e de serviço, fará um bom trabalho.”

*Dom Eduardo foi o responsável pela homilia

Além de Dom Gil, concelebrou a Eucaristia o Arcebispo Emérito de Sorocaba, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues. Dom Eduardo, que reside em Juiz de Fora, também é oriundo de nossa Igreja Particular, e foi reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio quando Dom João Justino cursava Filosofia e Teologia. Dom Eduardo deu seu testemunho sobre a história do ex-aluno. “Conheci João Justino menino de quinze anos na igreja do Grajaú. Como ele mesmo descreve no livro ‘Diaconia da Palavra’, é de uma família de verdadeira vida cristã. Depois, o acompanhei no Seminário durante todo o tempo da formação: um estudante dedicado, piedoso, brilhante. Tornou-se padre, doutorou-se em Teologia, foi reitor aqui, [fazendo] um trabalho intenso, muito bonito.”

Dom Eduardo comentou a nova missão assumida pelo bispo juiz-forano. “Eu creio que ele vai dar uma grande contribuição à Presidência pelo estilo, pela capacidade de diálogo, pela placidez de que vem paz interior, que é capaz de ouvir a todos. Ele será realmente um membro da Presidência que dará uma contribuição decisiva para o comando da CNBB e para o trabalho que ela desempenha no sentido de ajudar, com as suas assembleias, as Igrejas Particulares do Brasil.”

Gratidão foi a palavra escolhida por Dom João Justino ao falar da homenagem recebida na Arquidiocese de Juiz de Fora. “É uma grande alegria retornar à Catedral Metropolitana de Santo Antônio, aqui em Juiz de Fora, a convite de Dom Gil. Eu sou desse clero, original daqui. Então, sem dúvida meu ministério episcopal tem muito a ver com o ministério episcopal de Dom Gil, que me conduziu também, de alguma forma, a servir a Igreja neste grau da ordem. Retornar a esta Catedral, onde fui ordenado padre, em 1992, e fui ordenado bispo é muito gratificante. Traz muitas lembranças e lembranças marcadas profundamente pela gratidão.”

O Arcebispo de Goiânia falou do início dos trabalhos como primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. “Já tivemos a primeira reunião da Presidência, nas vésperas do Consep [Conselho Episcopal Pastoral], e pelos meios de comunicação nós mantemos um contato permanente com o presidente, com o segundo presidente, com o secretário-geral, para poder desenvolver o trabalho que nos cabe. Estamos agora nos preparando para o primeiro Conselho Permanente, nessa etapa ainda inicial, compondo as diferentes comissões que dependem do parecer da Presidência.”

Além dos bispos, concelebraram a Santa Missa o Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, o Pároco da Catedral, Padre João Paulo Teixeira Dias, e os padres Antônio Camilo de Paiva, Geraldo Dondici Vieira, Liomar Rezende de Moraes, José Sávio Ricardo, José Domício Ferreira da Silva e Sebastião Alves. Os diáconos permanentes Antônio Valentino e João Roberto da Silva serviram ao altar.

Ao final da Missa, o Pároco da Catedral, Padre João Paulo, fez uma homenagem a Dom João Justino, extensiva à sua mãe, Sr.ª Maria de Lourdes, que celebrou aniversário natalício no último dia 2 de junho.

Santíssima Trindade

Durante a Santa Missa, a liturgia destacou a Festa da Santíssima Trindade. O Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, ressaltou a importância da data. “O mistério da Santíssima Trindade é o mais importante da nossa fé; todos os demais mistérios dele: o mistério da Encarnação, o mistério da Salvação, o mistério de Pentecostes, tudo vem da Santíssima Trindade. Houve uma época que criaram um lema que eu achei interessante: ‘Santíssima Trindade, a melhor comunidade’. Deus é comunidade, é comunitário, é Pai, Filho, Espírito Santo e é um só Deus. A Santíssima Trindade é para nós, portanto, um modelo para toda a nossa vida comunitária. É na Santíssima Trindade que nós vivemos, é dela que nós viemos e é para lá que nós vamos voltar.”

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