Monsenhor Falabella comemora 60 anos de sacerdócio

miguel falabella
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O vigário geral da Arquidiocese de Juiz de Fora, Monsenhor Miguel Falabella de Castro, comemora nesta sexta-feira (25) 60 anos de vida sacerdotal. Nascido em 29 de junho de 1931, foi ordenado padre no dia 25 de abril de 1954 em Mar de Espanha/MG, sua cidade natal, pelo primeiro bispo da então Diocese de Juiz de Fora, Dom Justino José de Santana. Seu lema de ordenação é “Jesus Cristo é o Senhor” (Fl 2,11).

Monsenhor Falabella trabalha atualmente na Paróquia São Geraldo, no Bairro Teixeiras, onde está desde 2002, mesmo ano em que recebeu o título de vigário geral. Além disso, foi pároco da Catedral Metropolitana, sede religiosa da Arquidiocese, por quase 40 anos, entre 1963 e 2002.

Entre os títulos recebidos pelo presbítero estão o de Cidadão Honorário de Juiz de Fora, de onde também é considerado Cidadão Benemérito; Cidadão Honorário de Santa Rita de Ibitipoca; Medalha – Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld; Medalha da Inconfidência; Diploma de benemérito-amigo da Polícia Militar de Minas Gerais e Personalidade Cobra de Ouro da ANVFEB (Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira).

Comemorações

Para comemorar o Jubileu de Diamante de Monsenhor Falabella será realizada uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, nesta sexta-feira (25), às 19h, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. No dia seguinte (26), o vigário geral celebra, às 15h, uma missa na Casa D’Itália, onde semanalmente preside o Rito Extraordinário (Tridentino) – liturgia da Igreja Católica antes da reforma proposta pelo Concílio Vaticano II, que utiliza o latim e o canto gregoriano.

No domingo (27), Monsenhor Falabella presidirá duas missas: a primeira às 11h, na Capela Nosso Senhor dos Passos (Santa Casa de Misericórdia), e a outra às 19h, na Matriz São Geraldo, no Bairro Teixeiras.

 

Entrevista

Abaixo, confira tópicos tratados em entrevista com Monsenhor Falabella, que fala, entre outros assuntos, sobre sua vocação sacerdotal, projetos futuros e Papa Francisco.

Como o senhor está se sentindo completando 60 anos de sacerdócio?

Eu me sinto uma pessoa que se coloca diante de Deus com um profundo reconhecimento, porque, na verdade, eu não esperava atingir esta idade. Esta última década, depois dos meus 70 anos, foi marcada por algumas cirurgias, de modo que não esperava chegar aos 82 anos, celebrando 60 anos de sacerdócio. Se cheguei aqui é por graça de Deus. Então tenho que cantar o cântico da gratidão, o que vou fazer nas missas dos próximos dias.

Quais diferenças o senhor percebe, em si mesmo e na Igreja, comparando 60 anos atrás e atualmente?

O Concílio Vaticano II abriu muito os horizontes para todos os sacerdotes. Hoje, a gente percebe que a obra da evangelização não se restringe só na pregação da Palavra de Deus na missa, o padre está evangelizando em toda parte, onde quer que ele esteja está dando um testemunho. Há pouco tempo o então Papa Bento XVI destacou a importância de que a vida do sacerdote seja um Evangelho vivo, e eu tenho procurado isso. Apesar das minhas limitações tenho procurado ser um Evangelho vivo para trazer Jesus Cristo a todas as pessoas, dizendo “só Ele é a salvação, só Ele é o senhor”.

Como descobriu sua vocação sacerdotal?

Minha vocação vem da infância. Como meus pais eram muito católicos, eu e meus 11 irmãos tínhamos o costume de ir à missa dominical. Me encantei com a celebração da missa pelo sacerdote e com a função de coroinha. Aos sete anos, me candidatei a ser coroinha, tendo que aprender a decorar todas as respostas da missa em latim. Ingressei no Seminário Santo Antônio aos 11 anos, quando vesti uma batina que mantive entre 1943 e 1965. Nunca tive crise vocacional, vontade de deixar a Igreja. Graças a Deus sempre fui muito fiel.

O senhor possui algum projeto para o futuro?

Um projeto que eu tenho é trabalhar pela união mais profunda dos nossos sacerdotes. Eu e mais alguns padres estamos trabalhando numa instituição chamada União Apostólica do Clero. Meu desejo é divulgar mais essa associação, que tem como objetivo reunir um grupo de sacerdotes uma vez por mês, para oração em comum, revisão de vida. O padre não pode ficar isolado, ele tem que estar sempre unido aos seus outros irmãos.

Como o senhor vê o pontificado do Papa Francisco?

O Papa Francisco tem sido para mim uma grande força. Mesmo sendo mais idoso, o que eu estou aprendendo com ele, primeiramente, é a virtude da paciência. Tenho que confessar que sou pontual e me irrito um pouco com atrasos, perco a paciência. Já o Papa Francisco não tem pressa. Nas audiências de quarta-feira ele fica uma hora percorrendo a Praça de São Pedro cumprimentando as crianças, conversando com os velhinhos, dando toda a atenção, atendendo a todos com muito carinho. Outra coisa bonita que estou aprendendo com ele é confiar mais ainda na infinita misericórdia de Deus. Com a proximidade da Festa da Divina Misericórdia, no próximo domingo, unida à canonização de dois papas, tantas vezes ele tem nos falado que “Deus nunca se cansa de perdoar, nós é que nos cansamos de pedir perdão”. Para mim esse papa tem sido um alento, uma força, uma grande esperança para mim e, creio, para todos os sacerdotes.

 

Outras Informações:

Paróquia São Geraldo – Teixeiras: (32) 3236-1778

Assessoria de Comunicação Arquidiocese Juiz de Fora: (32) 3229-5450

 

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