Missionários Sinodais refletem sobre os desafios da evangelização no mundo urbano

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Na manhã do último sábado, 7 de março, o Seminário Arquidiocesano Santo Antônio sediou a segunda Sessão Sinodal. Padres, diáconos e leigos pertencentes às paróquias de Juiz de Fora participaram de formações, momentos de espiritualidade, testemunhos e discussão em grupo. O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, também acompanhou toda a programação.

O dia de trabalhos começou com oração, na capela do Seminário. Após café da manhã, a explanação foi do Professor Davi Maçaneiro, integrante da Comissão Ampliada do II Sínodo. Ele falou aos presentes sobre o significado do brasão confeccionado para representar a iniciativa pastoral: o sol formado por pessoas que abrem os braços, a Catedral enquanto ícone da Igreja que caminha unida, e a cidade de prédios e casas em meio aos montes. “Sinodalidade é ser Igreja fraterna, ser Igreja de comunhão, Igreja que se esforça para estar unida ao Senhor; estarmos unidos uns aos outros”, ressaltou.

*Padre Dirceu falou ainda sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

O segundo momento formativo foi conduzido pelo Subsecretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Dirceu de Oliveira Medeiros, do clero da Diocese de São João del-Rei. Ele falou sobre “A Pastoral no mundo urbano, à luz das Diretrizes Pastorais da Igreja no Brasil”, refletindo sobre os principais desafios da Igreja no mundo urbano. “Nós sabemos que essa é uma realidade que desafia a Igreja no Brasil, com as suas características próprias, como o individualismo, o enfraquecimento das instituições. É uma realidade complexa e a Igreja precisa, então, encontrar caminhos, novas formas de continuar anunciando o Evangelho. É preciso entender um pouco a dinâmica da cidade, onde as pessoas vivem, onde elas se reúnem, como elas se movimentam, quais os horários, as dinâmicas que compõem esse rico cenário. E a mentalidade urbana não está presente só nas grandes cidades, também já chegou aos mais distantes rincões”.

Em seguida, o Professor de Estatística Marcel de Toledo Vieira apresentou os pontos que já foram compilados dos questionários respondidos pelas 45 paróquias de Juiz de Fora. Além das análises socioeconômica e demográfica, os relatórios exploram questões do dia a dia das comunidades de fé, como a iniciação à vida cristã, à liturgia, o trabalho com os jovens e o dízimo. “Até o momento, nós conseguimos analisar mais os dados da iniciação à vida cristã, que é o grande desafio nos dias de hoje. Foi destacada, em muitas das respostas dadas, a dificuldade com a perseverança das crianças e dos jovens depois que eles recebem os primeiros sacramentos. Então, a palavra de ordem talvez seja o apoio dos pais na perseverança, na continuidade da formação dessas crianças. Também foi muito destacado o papel dos catequistas, o engajamento e a vida que eles dão pela formação das crianças e dos jovens”.

*Padres, diáconos e leigos presentes acompanharam com atenção os conteúdos apresentados durante o dia

Após momento de espiritualidade e testemunhos de integrantes do Movimento dos Focolares e da Fazenda da Esperança – Cristina Pires, Cordélia, Janaína, Ana Lúcia, Professor Camil e Rodrigo – os padres Everaldo José Sales Borges e Pierre Maurício de Almeida Cantarino compartilharam experiências frutuosas em suas paróquias no que diz respeito à Pastoral da Escuta, enquanto o Padre Miguel Souza Lima Campos falou sobre o trabalho desenvolvido pela Pastoral Universitária. Em seguida, os missionários sinodais foram divididos em grupos para responder a questões sobre as conquistas da Ação Evangelizadora em nossa Igreja Particular e as lacunas que ainda devem ser preenchidas.

“Hoje foi o dia de a gente começar a mergulhar gradativamente com os delegados sinodais para poder refletir sobre como a Igreja de Juiz de Fora está respondendo a esses desafios, o que ainda nós precisamos trabalhar, como precisamos melhorar enquanto Igreja. Agora nós estamos entrando na fase de mergulhar nos estudos, de aprofundar os temas e, partir disso, surgir propostas de ações da Igreja no futuro”, ressaltou o Secretário do II Sínodo, Padre Vanderlei Santos de Sousa, CSsR.

Ao final da manhã de trabalhos, o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, constatou os avanços alcançados com o I Sínodo – realizado de 2009 a 2011 – e salientou que o II Sínodo representa um grande passo que a Igreja de Juiz de Fora dá na sua caminhada evangelizadora. “No primeiro Sínodo, realizado há dez anos, nós escolhemos um lema: ‘Arquidiocese de Juiz de fora, uma Igreja sempre em missão’. Temos alegria de ver o quanto a Arquidiocese cresceu nesta sua vocação missionária. O segundo Sínodo é, agora, um novo passo. Ele quer ser um passo avante, mais à frente em todos esses propósitos, e nós queremos perguntar: como proclamar o evangelho pelas ruas e sobre os telhados depois desses dez anos, com tantas modificações, progressos e problemas que sugiram?”.

O próximo evento sinodal será uma catequese, ministrada pelo próprio Arcebispo, e está marcado para o dia 28 de março (sábado), das 8h às 12h, na Catedral Metropolitana. Já a terceira sessão sinodal será no dia 9 de maio, a partir das 7h, no Seminário Santo Antônio.

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