Missa do 4º Domingo do Tempo Comum recorda 13 anos da nomeação de Dom Gil como Arcebispo de Juiz de Fora

Nesse dia 30 de janeiro, o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu Santa Missa do 4º Domingo do Tempo Comum na Catedral de Juiz de Fora. A Eucaristia foi concelebrada pelo Vigário Paroquial, Padre Danilo Celso de Castro, e contou com o auxílio do Diácono Antônio Valentino.

Em entrevista, Dom Gil comentou a principal mensagem das leituras do dia. “O evangelho de hoje continua o do domingo passado. Apresenta Jesus em Nazaré, na sinagoga, mostrando a sua missão de profeta, mas não de um profeta comum; o profetismo de Jesus é diferente daquele do Antigo Testamento no sentido que é muito mais perfeito. E essa perfeição é justamente aquela que está na segunda leitura: se eu fizesse tudo muito bem feito, mas não tivesse caridade, não tivesse amor, não valeria nada. Por isso, Jesus mostra para todos que é preciso trabalhar para o bem comum, evitar o mal, praticar o bem, denunciar o erro, anunciar a verdade, mas sempre dentro do prisma da caridade.”

O Arcebispo também falou sobre São Lucas, autor do evangelho que será refletido durante todo o ano, além dos Atos dos Apóstolos. “Ele era discípulo dos apóstolos, mas era um grande pesquisador, um acadêmico, um médico, e então foi atrás das testemunhas oculares, como diz no prólogo, para compor o seu evangelho. Tem 24 capítulos. Os quatro evangelhos tratam do mesmo assunto, mas cada um com enfoque especial. São Lucas tem um enfoque muito mais acadêmico; a sua preocupação não é uma tese, mas uma catequese: mostrar para aqueles de sua época e os pósteros quem foi Jesus, o que Ele veio fazer na Terra e o que nós devemos fazer para corresponder à sua pregação”, apontou.

A Missa deste domingo também marcou os 13 anos da nomeação de Dom Gil como Arcebispo de Juiz de Fora, celebrados no último dia 28. O Pastor recordou com carinho de quando teve a notícia: era bispo da Diocese de Jundiaí (SP), em 2009, e estava de férias em sua terra natal, Itapacerica (MG), quando recebeu um telefonema do então Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, comunicando que o Papa Bento XVI o havia promovido a arcebispo, transferindo-o para terras mineiras. “Imediatamente eu aceitei como vindo de Deus – minha vida é para Deus, Ele me leva para onde quiser e onde a Igreja mais precisar. Dei a resposta positiva e ele mesmo, o Núncio Apostólico, marcou o dia 28 de janeiro, Dia de São Tomás de Aquino, para que o papa publicasse essa transferência”, recordou.

“Depois de 13 anos me sinto muito feliz; sou muito agradecido a Nosso Senhor por tudo o que Ele me deu na minha vida de padre e de bispo. Gosto muito daqui. Sou cidadão honorário de Juiz de Fora, já virei juiz-forano, é uma das minhas terras e me sinto muito bem nesta Igreja. Um povo católico, muito religioso, um povo muito unido para fazer aquilo que Deus quer, anunciado pelo bispo e pelos padres. Sinto-me feliz também com meu clero. Por isso eu quero agradecer aos padres a sua colaboração, a sua unidade, a sua sinodalidade nesta caminhada da Arquidiocese”, finalizou Dom Gil.

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