Missa da Misericórdia e encerramento do Retiro da Pastoral Carcerária é marcada pelo encontro com Jesus encarcerado

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Na manhã do último domingo, dia 14 de agosto, a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora sediou importante momento para a Igreja: a Missa de Encerramento do primeiro retiro da Pastoral Carcerária (PCr) do Regional Leste 2, com a participação de 40 encarcerados.

A Eucaristia reuniu os agentes da PCr que estiveram em formação e o projeto “Missa da Misericórdia”, realizado em parceria com a Vara de Execução Penal da Comarca de Juiz de Fora, que devido a pandemia esteve parado nos últimos dois anos.

O momento foi marcado pela emoção dos encontros. Providentemente realizado no Dia dos Pai e início da Semana Nacional da Família, foi oportunidade perfeita para celebração com a presença dos familiares dos presos. Também foi a primeira celebração de Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, Bispo da Diocese de Guanhães (MG) e Bispo Referencial para a Ação Social Transformadora, junto aos detentos.

Na homilia, o pregador do retiro iniciou sua fala desejando bem realizar sua missão, ajudar a todos a ouvirem a mensagem de Deus e receberem coragem. “Porque a luta é difícil. Esta é uma pastoral muito criticada”, comentou Dom Otacílio.

Emocionado e com fortes palavras, destacou que o amor é o segredo da vitória. “Amados e amadas, nosso coração tem que ter um fogo que ninguém possa apagar. Esse fogo é o amor! Que a chama da caridade seja inflamável em seu coração”. E continuou exortando a todos: “O mundo só será melhor de fixarmos os olhos em Jesus! Não desistamos jamais! Não permitamos que o desânimo nos deixem abater”.

“Daí graças ao Senhor porque Ele é bom! Eterna é sua misericórdia” (Sl 117). Assim começou o agradecimento do Padre Welington Nascimento, Assessor Eclesiástico da Pastoral Carcerária Arquidiocesana e do Leste 2. “Hoje vivemos um dia muito bonito, não só para a Igreja de Juiz de Fora, mas para a Igreja do Brasil, nosso Regional Leste 2 e toda a CNBB, porque aconteceu aqui o primeiro retiro espiritual para assessores da Pastoral Carcerária, também recebendo assessores de outros regionais. Foram três dias muito intensos”. Ele ainda expressou gratidão a todos os presentes, aos apoiadores do retiro e de todo o trabalho pastoral, bem como os agentes de segurança e os irmãos encarcerados.

O Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu a Santa Missa e acolheu a todos os presentes. Satisfeito, ele destacou o trabalho realizado pela pastoral. “Nós queremos agradecer a Deus, essa pastoral que tem suas dificuldades, mas tem sua beleza, vai progredindo em nossa Arquidiocese e em todas as demais do nosso Regional, sob a proteção de São Dimas, que intercede por nós e por todos os encarcerados.”

Durante a celebração, a imagem e a intercessão de São Dimas, protetor daquele que está preso, estiveram em destaque. Assim como as falas sobre o papel da visita e acolhida aos irmãos. ‘É uma obra de misericórdia, visitar, rezar e cuidar daquele que está preso. Que nossa Igreja possa acolher a todos os sofredores, e também aquele que estão presos e às suas famílias”, afirmou Pe. Welington.

Ao final da celebração, o convite ao povo foi feito oficialmente: participar da missão da PCr. “É muito importante assumam essa vocação: ‘eu estive preso e você me visitou’. A presença da Igreja no cárcere é fundamental. É um momento muito especial pois essas pessoas podem celebrar junto na comunidade, como comunidade. Afinal, é uma missão muito importante que a comunidade acolha as pessoas privadas de liberdade. explicou a Coordenadora Nacional da Pcr, Irmã Petra Silvia Pfaller, que também participou de todo o retiro.

A irmã contou que ainda há muito preconceito com o trabalho, mas afirmou a graça da missão e propôs a todos os aceitar o chamado para visitar o Jesus encarcerado. “É uma experiência muito bonita de encontrar Deus no cárcere. Quem quiser pode ir no almoço dar um abraços neles também.”

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