“Jubileu dos Presos” é celebrado na Catedral

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*Colaboração: Janslúcia Vieira (Assessoria de Comunicação – Catedral)

Reencontro e emoção marcaram o “Jubileu dos Presos” celebrado na manhã deste domingo, dia 6 de novembro, na Catedral Metropolitana. O Jubileu foi convocado pelo Papa Francisco para que os encarcerados tivessem a oportunidade de vivenciar o Ano da Misericórdia. Quarenta detentos, dentre eles cinco mulheres, estiveram presentes e seus familiares também participaram desse momento especial.

A missa foi presidida pelo vigário geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, e concelebrada pelo assessor eclesiástico da Pastoral Carcerária (PCr) Arquidiocesana, Padre Welington Nascimento, e pelo colaborador da PCr, Padre Valentim Meneses, MSC. Participaram também os diáconos Nivaldo Ferreira (assessor eclesiástico da PCr), Jorge Moreira e Waldeci R. da Silva, além de seminaristas engajados na PCr.

Durante a homilia, Monsenhor Luiz Carlos disse que Deus inspirou o Papa para instituir o Ano da Misericórdia. “O Santo Padre especificou que as portas dos presídios também são Portas-Santas, para que os encarcerados tenham a oportunidade de se redimirem dos seus erros”. Segundo Mons. Luiz Carlos, “para chegar ao Céu, devemos viver aqui e agora o que Deus nos pede, ‘amai-vos uns aos outros’”, e, para vivenciar a Palavra de Deus, disse que devemos amar e rezar para que um dia os presos estejam felizes novamente no convívio com suas famílias.

O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, esteve presente ao final da celebração e fez o convite para que todos rezem pelos encarcerados. Dom Gil também falou sobre o trabalho da Pastoral Carcerária, que é difícil de ser realizado, porém muito importante para que os presos e seus familiares tenham o suporte necessário nesse momento de suas vidas.

Outras presenças marcantes foram as dos diretores das unidades prisionais da cidade e do juiz da Vara de Execução Penal (VEP), Dr. Evaldo Elias Penna Gavazza, que falou antes da celebração e foi claro que não deixará de ajudar aos detentos e seus familiares. Ele também destacou que Cristo tem uma predileção pelos que sofrem, porque, assim como eles, esteve preso.

Logo após a celebração, os presos puderam almoçar com suas famílias no salão da Catedral. Os agentes da Pastoral Carcerária (PCr) da Arquidiocese de Juiz de Fora presentes também participaram dessa confraternização, juntamente com os agentes penitenciários, os diretores das unidades prisionais, o juiz da VEP, Dr. Evaldo, e o Arcebispo, Dom Gil.

Participação fundamental

A detenta, E.C., 32 anos, é mãe de quatro filhos e esteve presente na celebração. Ela está presa há um ano e seis meses e disse que foi boa essa oportunidade porque não via seus filhos há muito tempo. Também contou que faz muito tempo que não entrava numa igreja e que “deveria ter mais missas como essa”. Ela conseguiu ver apenas dois dos seus filhos, porém ficou muito emocionada com esta chance. “Foi muito bom também porque eu saí da cadeia um pouco”.

Outras informações:
Catedral Metropolitana: (32) 3250-0700
Assessoria de Comunicação Arquidiocese de Juiz de Fora: (32) 3229-5450

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