Francisco: escolhamos estilos de vida sóbrios, respeitosos com a Criação

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Dois tuítes sobre o tema da ecologia integral, que se inserem na iniciativa Tempo da Criação em andamento desde 1° de setembro. Francisco os lançou em sua conta @Pontifex.

No primeiro, o Papa escreve: “Nestes tempos de crise – na saúde, social e ambiental – vamos refletir sobre como nosso uso de tantos bens materiais é muitas vezes prejudicial à Terra. Optemos por mudar e caminhemos rumo a estilos de vida mais simples que respeitem a criação. “

E no segundo: “A espiritualidade cristã propõe a sobriedade e a simplicidade que nos permitem parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida nos oferece sem nos apegarmos ao que temos nem entristecermos por aquilo que não possuímos.”

O grito da Terra e dos pobres se torna cada vez mais sério

O convite para celebrar o Tempo da Criação deste ano com ações concretas e iniciativas de conscientização que contribuem para a mudança urgente e indispensável de nossos comportamentos para o futuro do planeta e da humanidade foi lançado por Francisco no domingo 29 de agosto. Durante o Angelus ele disse que “o grito da Terra e o grito dos pobres estão se tornando cada vez mais sérios e alarmantes” e que agora é o momento de trabalhar para proteger a criação. E a necessidade de refletir sobre os nossos estilos de vida, para torná-los mais sóbrios e compatíveis com o meio ambiente, foi a intenção de oração escolhida pelo Papa para este mês de setembro.

Tempo da Criação, um evento ecumênico

O Tempo da Criação é a celebração ecumênica anual de oração e ação para a proteção da Terra. Começou em 1° de setembro, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e termina em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que é reconhecido como o santo padroeiro da ecologia por seu amor à natureza e a todas as criaturas do Senhor. Os cristãos de todo o mundo durante este período se unem num compromisso comum de defesa do ambiente. O Movimento Laudato Si’ apoia o Tempo da Criação. O Papa saudou e agradeceu o organismo no Angelus de 29 de agosto: “Obrigado por seu compromisso com nossa Casa comum”, disse ele, “especialmente por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e do próximo Tempo da Criação”.

Católicos, ortodoxos e anglicanos juntos pela Terra

Esta é a sexta edição do Tempo da Criação, evento oficializado pela Igreja católica pelo Papa Francisco em 2015, ano da encíclica “Laudato si”, que chamou a atenção internacional para o tema da ecologia integral. Já em 1989, o Patriarca Ecumênico Dimitrios I proclamou o 1º de setembro como o Dia de Oração pela Criação para os Ortodoxos e mais tarde o Conselho Ecumênico de Igrejas prorrogou a celebração até 4 de outubro. Ao longo dos anos, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, enviou várias mensagens aos fiéis: “A luta para proteger a criação é uma dimensão central de nossa fé. (…) A destruição da criação é uma ofensa ao Criador, completamente inconciliável com os princípios fundamentais da teologia cristã”, escreveu o Patriarca em 2020. O arcebispo anglicano de Cantuária, Justin Welby, também convidou consistentemente as comunidades para celebrar o Tempo da Criação. Em 2019, ele descreveu a crise climática como “o maior desafio para nós e para as gerações futuras”.

Uma declaração histórica conjunta

Este ano, para marcar o início do Tempo da Criação, o Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e o Arcebispo Welby emitiram pela primeira vez uma declaração conjunta exortando os cristãos a enfrentar a “ameaça das mudanças climáticas e da degradação ambiental”. Recordando que está próxima a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Glasgow, na Escócia, eles indicaram aos cristãos a oportunidade nessas semanas de apoiarem e criarem uma verdadeira mudança para nossa Casa comum. “Oremos”, escreveram eles, “pelos líderes mundiais e reflitamos sobre as escolhas que todos devemos fazer”. “Como líderes de nossas Igrejas”, afirma a declaração conjunta, “exortamos a todos, qualquer que seja sua fé ou visão do mundo, a procurarem ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu próprio comportamento e comprometendo-se a fazer sacrifícios significativos para o bem da Terra que Deus nos doou”.

Fonte: Site Vatican News

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