No último domingo, dia 24 de agosto, a cidade de Santos Dumont foi ponto de encontro para cerca de 600 catequistas das diversas paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora. Ao longo da tarde, eles estiveram reunidos para comemorar o dia em que a Igreja recorda esse importante ministério, com animação, troca de experiências e oração, fortalecendo a esperança de todos.
O Jubileu dos Catequistas teve início na Paróquia São Sebastião, com grande acolhida, seguida de caminhada para o Santuário São Miguel e Almas. Após a chegada, ocorreu um momento de formação com Mariana Aparecida Venâncio, Assessora da Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Nós refletimos sobre o catequista como peregrino de esperança e falamos um pouco sobre o sentido do ‘peregrinar bíblico’, que é estar disponível pra seguir os caminhos que o Senhor indica pra vida e pra missão. E falamos também sobre a esperança como a missão do catequista, enquanto profeta de esperança. Então falamos muito sobre como é importante enxergar nos catequizandos a semente de um futuro possível, talvez de um futuro novo em Deus, enxergar neles as sementes da esperança”, explicou ela.
Ela ainda frisou que Jesus Cristo é a razão de nossa esperança. “Nós só conseguiremos anunciar a esperança se nós também confiarmos num futuro possível e confiarmos em Deus – a razão da nossa esperança. Então, antes de tudo, antes do testemunho, antes do anúncio, é necessário que o catequista seja um homem e uma mulher de esperança.”
O Padre Gleydson Pimenta, Assessor da Pastoral Catequética Arquidiocesana, comentou sobre os objetivos do Jubileu. “Esse dia foi, sem dúvidas, também um dia de agradecer ao Senhor pela vida, pelo ministério de cada um. Em meio à celebração, à alegria, à festa, ao bendizer a Deus pela vida e ministério dos catequistas, nós também quisemos oferecer um momento de formação para que nossos catequistas possam retornar às suas paróquias e comunidades ainda mais enriquecidos no trabalho evangelizador, na ação missionária, através da doação de sua vida e de seu ministério catequético.”
Testemunhos de esperança
Para Sandra Cristina Braga, da Paróquia Santa Ana, de Belmiro Braga, o encontro foi muito importante e fez muito bem para seu ministério. “A gente tava precisando de um momento desse. A gente precisa sempre ter um momento desses de adoração, de penitência, de recarregar nossas energias, para a gente poder chegar lá também muito feliz e poder passar isso nos nossos catequizandos. E essa palavra da esperança veio encher meu coração de força, de ânimo. Foi muito bom, foi muito bom mesmo”, contou a catequista.
Alegria e acolhida foram os pontos destacados por Martz Leila, da Paróquia Sagrada Família, de São João Nepomuceno. A catequista serviu dos 14 aos 25 anos neste ministério, depois saiu para auxiliar em outras pastorais e retornou neste ano, com um novo desafio: catequese de adultos. “Eu vou levar comigo, para o meu ministério, que um peregrino de esperança tem que ter, principalmente, acolhida. E é essa acolhida, esse olhar agradecido de todos que eu vi aqui e que eu tô compartilhando, que eu vou levar pelo meu ministério. Agradeço a Deus e à Arquidiocese por ter dado atenção para nós, catequistas, nesse dia tão especial.”
“Às vezes, na sala só com os catequizandos, a gente se sente bem sozinho, mas esse momento aqui eu vou levar pra vida! Quando eu me sentir meio que sozinha diante das dificuldades, que a gente sempre encontra, eu vou lembrar desse momento, vou lembrar que somos peregrinos de esperança e, principalmente, de acolhida e muita alegria”, confessou ela.
Débora Aparecida Macedo, coordenadora da catequese infantil no Santuário São Miguel e Almas e membro da equipe organizadora, confirmou o feedback positivo. “Foi assim foi uma emoção muito grande porque eu acho que tantas pessoas que se dispõem a levar o evangelho tanto para as crianças, pros jovens e adultos. Reunidos a gente vê também que não estamos sozinhos, que a gente pode contar com tantas pessoas que estiveram aqui hoje”.
Espiritualidade, formação e celebração
Em entrevista, Pe. Kayo Cerqueira, também Assessor da Pastoral Catequética Arquidiocesana, comentou sobre o evento. “Esse dia é de tão grande relevância em nossa Arquidiocese. Nós vemos a alegria, a esperança do encontro com Jesus, do encontro entre as pessoas. Quantas pessoas que não se viam há tanto tempo e estão se encontrando nessa tarde pra viver este momento de espiritualidade, de formação e de celebração! Esses três pontos são muito importantes dentro da vivência desse Jubileu dos Catequistas: a espiritualidade, a formação e a celebração.”
Além da animação, caminhada e formação, a tarde contou com adoração, confraternização e Santa Missa em sua programação. Durante a Eucaristia, presidida por Dom Gil Antônio Moreira e concelebrada por diversos padres da forania, o Arcebispo agradeceu aos presentes por assumirem a missão a eles confiada, assim como também aos envolvidos na organização do Jubileu.
Ele também fez questão de valorizar este trabalho. “A missão do catequista é uma das mais importantes na vida paroquial. Se não há catequese em uma paróquia, a paróquia ainda não é inteiramente paróquia. A gente agradece a Deus tantos leigos e leigas, jovens, adultos e até idosos que exercem nas paróquias esta grande missão de transmitir a fé para as crianças, jovens e a todos”, afirmou Dom Gil.
