Educadores católicos reúnem-se para manhã de espiritualidade à luz da CF 2022

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No último sábado, 7 de maio, educadores das instituições católicas de ensino de Juiz de Fora participaram de uma manhã de espiritualidade no Colégio Comunidade Resgate. O evento, realizado anualmente pela Pastoral da Educação Arquidiocesana, foi iniciado com a Missa de Páscoa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira.

Concelebraram com ele o Bispo da Diocese da Campanha (MG) e Referencial da Comissão de Educação do Regional Leste 2 da CNBB, Dom Pedro Cunha Cruz, e o Vigário Episcopal para Educação, Comunicação e Cultura da Arquidiocese, Padre Antônio Camilo de Paiva. Após a Eucaristia, os professores presentes assistiram a uma explanação de Dom Pedro sobre o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, que é “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf. Pr 31,26).

O bispo iniciou sua fala explicando o significado do cartaz da CF, no qual Jesus, curvando-se em direção à mulher surpreendida em adultério, escreve no chão as palavras “sabedoria” e “amor”. “O ensinamento de Jesus é, sem dúvida alguma, se permitir a proximidade, o diálogo e, ao mesmo tempo, apontar um caminho novo, de uma vida nova. A educação transforma a vida da pessoa e cada educador deve apontar sempre um caminho novo para os seus educandos.” E completou: “O papel do educador na sociedade é uma vocação, onde cada um realiza um esforço hercúleo, muito duro, muito difícil, porque hoje transformar as pessoas com a rapidez das mensagens, da notícia, do conhecimento, não é fácil.”

Dom Pedro também falou sobre a “dimensão cristocêntrica” da missão de educar. “O nosso ensinamento sempre deve levar, a partir da ciência, a uma educação de qualidade, mas, ao mesmo tempo, aberta para Deus, que nos dota dos dons intelectuais e humanos para mostrar a nossa capacidade de chegar até Ele.” Por fim, o Bispo da Campanha avaliou a iniciativa do encontro presencial reunindo os educadores. “Eu procuro sempre motivar os bispos nas diversas dioceses a sair um pouco da dimensão digital do relacionamento que nós vivemos nesse período da pandemia, a criar mais encontros presenciais, que aproximam muito. Nós sabemos que ainda estamos vivendo um momento difícil, mas agora que estamos respirando mais aliviados sentimos a necessidade de estarmos mais juntos. A sinodalidade também é um pouco isso”, pontuou.

O Arcebispo de Juiz de Fora, por sua vez, recordou que o encontro com representantes das 12 instituições de ensino católicas é um diferencial na caminhada profissional de professores e professoras. “A escola católica tem que ser diferente das outras; não para competir, mas porque ela tem uma mensagem que é própria da Igreja, que vem do coração de Cristo: ela quer formar a pessoa integralmente, física, intelectual, moral e espiritualmente. Essas 12 escolas formam como que uma grande comunidade educativa.” Dom Gil ainda falou sobre Jesus Cristo como exemplo de educador. “Todo educador, seja ele católico ou não, se olhar para Cristo vai descobrir um grande educador que não só passa conhecimentos, mas forma as pessoas por inteiro. Jesus é aquele que ensina aquilo que há de mais importante na vida humana, que é o amor, virtude principal que une e eleva todas as pessoas.”

O momento de espiritualidade, para o Vigário Episcopal para Educação, Padre Camilo, assim como a própria educação católica, reúne ciência a fé. “Educar hoje é muito mais que uma mera educação escolástica e sistemática. A Igreja tem a compreensão de que a educação é um ecossistema que atinge o ser humano na sua totalidade, nas suas convicções, no seu trabalho, em seus movimentos, e até mesmo no ar que respira.” No mesmo sentido, o Diretor-Geral do Colégio Católico Comunidade Resgate e anfitrião do dia, Daniel Ribeiro, afirmou que o encontro visa a voltar os corações de seus participantes para Deus. “Uma educação católica que não tem esse odor do Espírito Santo, que não tem esse cheiro de Cristo, de nada serve. Então, esse encontro de espiritualidade é uma tentativa, há muitos anos já, de fomentar isso nos professores, despertar a espiritualidade, despertar a busca de Deus, sempre alinhando com as práticas educativas; como abordar uma pedagogia que seja eficiente, excelente no ensino e com a transcendência cristã.”

Fabíola Furtado, do Colégio Santa Catarina, destacou que a espiritualidade faz toda a diferença na vida do ser humano. “A gente poder ter uma manhã de espiritualidade, poder se reunir, poder fazer essa troca com o outro educador, isso faz muita diferença. Não só na atuação do educador no dia a dia, na sua missão, mas também para a própria vida: a gente se fortalece como ser human.”

O próximo evento da Pastoral da Educação que reunirá as instituições católicas de ensino é a Missa envolvendo as famílias dos alunos, professores e funcionários. A celebração está marcada para o dia 27 de agosto, na Catedral Metropolitana.

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