Dom Gil participa do ofício do Setenário das Dores de Nossa Senhora, em Itapecirica/MG

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“Não sejamos insensíveis aos apelos de Deus”, nos pede Dom Gil

*Matéria retirada do site: http://missaokerigma.blogspot.com.br/

Na noite desta quarta-feira (9), a quarta dor de Nossa Senhora foi refletida em nosso setenário: o caminho do calvário: Mãe e Filho se encontram. Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora, e Padre Éder Luiz Pereira, Chanceler da arquidiocese de Juiz de Fora, estiverem a frente do ofício.

Em sua pregação, Dom Gil iniciou pedindo que o Espírito Santo de Deus nos ajudasse a crescer na fé a partir da reflexão da quarta dor, pois rezar e refletir as dores de Maria é uma preciosa preparação para a Semana Santa.

Na quarta dor, nos deparamos diante do quadro da rua da amargura, onde Jesus vai ser injustamente condenado. A multidão curiosa acompanha-O, os soldados se encontram enfurecidos. Entre os condenados que ali subiam, estava o filho de Deus. O Senhor Jesus com a pesada cruz passou os sofrimentos físicos do espinho e da flagelação. Precisamos contemplar o rosto desfigurado de Jesus, os espinhos em sua cabeça. Eis uma figura impressionante que muito nos ensina.

O arcebispo de Juiz de Fora lembra que, segundo o evangelho de São João, era por volta de meio dia quando Jesus foi condenado. O sofrido cortejo se iniciou. Jesus levando sua cruz sai a caminho do calvário. Empurrões, cusparadas. Tudo isso aconteceu, embora da boca de Jesus não houvesse saído nenhuma mentira, nenhuma injustiça. Jesus compadece de nossos pecados e morrerá por eles.

“No meio da multidão surge alguém que procura Jesus com sofrimento e angustia. Maria, a Senhora do Puro Amor, a Senhora dos Aflitos, a Mãe de Misericórdia, a Rainha dos Mártires, a Senhora das Dores”, diz Dom Gil. Os olhares da mãe e do filho se cruzam. Aquela que se escondeu durante a vida pública de Jesus, que não quis ser vista, que não queria aparecer, se encontra em um momento onde não quer mais distanciar de seu filho. O momento da dor, da tribulação, do sofrimento, da injustiça: é no perigo em que seu filho se encontra.

Eis diante da mãe, seu filho, que é sangue de seu sangue, fruto do amor do Pai e do Espírito Santo. As mães verdadeiras não falam, não fogem, não abandonam. Eis aí a mãe do Salvador, a mãe do bom conselho.

“Vinde ó Maria, deslocai-nos de nossa posição”, suplica o bispo. “Foste vós que ouvistes o Arcanjo Gabriel. Sois a mãe de todos, a Maria cheia de graça. Foste vós ó mãe querida que ouviste as palavras de Isabel! Sim Maria! Encontre com seu Filho! Sofre com Jesus os seus sofrimentos, alivie-O.”

O momento nos recorda que Deus enviou o seu filho para ser o nosso salvador, foi por amor a nós, para nossa eterna salvação. “Com tudo isso, somos chamados a conversão. Não sejamos insensíveis aos apelos de Deus. O Senhor nos chama a conversão, a confissão penitencial, a mudança de vida.”, ressalta Dom Gil.

Diante da cena do encontro devemos buscar a nossa verdadeira conversão para não cairmos no inferno. Dom Gil lembrou que o inferno existe e podemos estar à beira dele se não nos convertermos realmente. “Do inferno ninguém sai, uma vez que lá caiu. E ninguém cai a não ser por sua própria vontade”, disse. A nossa conversão é a verdadeira páscoa, serena e profunda.

“Não esqueças que tens vida curta e o que se leva é apenas o bem que se faz”, afirmou o bispo. Precisamos praticar a Palavra de Deus. Porque não poupamos tempo para Deus, mas encontramos tempo para os prazeres?

“Cristo não nos deu sua vida para a escravidão do dinheiro, nem do sexo, nem das drogas. A Campanha da Fraternidade desse ano nos lembrou que Cristo nos deu a vida para nos libertar do pecado, da infidelidade”, disse.

Nesse quadro, o que sai do olhar de Maria e do coração de Jesus vai ao encontro de nosso coração mostrando-nos o caminho a ser seguido. É preciso acompanhar Jesus. A maior infelicidade do homem é viver sem Deus. A maior desgraça do homem é ficar longe de seus olhos.

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