Diáconos Permanentes participam de Retiro Espiritual no Ceflã

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Entre os dias 15 e 17 de outubro, os diáconos permanentes da Arquidiocese de Juiz de Fora participaram de Retiro Espiritual Anual no Ceflã. O encontro foi realizado de forma presencial, sendo respeitados todos os protocolos de higiene e segurança para prevenção da Covid-19.

O Retiro foi pregado pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, que reside em nossa Igreja Particular. “Eu pedi ao Espírito Santo que conduzisse o retiro, que é um processo em que aqueles que o fazem têm toda a iniciativa. O pregador põe alguns temas que possam ajudar o retirante a confrontar-se na oração com Deus, com Nosso Senhor, sempre movidos e iluminados pelo Espírito Santo”, afirmou. Dom Eduardo conduziu as reflexões retomando o coração do evangelho, chamado por ele de “querigma”. “Deus nos ama, mandou Seu Filho, que morreu por nós, ressuscitado nos dá o Espírito Santo. E nós, amados assim por Deus, nos tornamos Seus filhos e devemos responder generosamente a esse amor.”

O pregador também abordou os três ídolos que destroem a humanidade. “O ídolo do prazer, o consumismo, a busca da autossatisfação dos sentidos como forma de preencher o vazio existencial; o apego às riquezas, ao dinheiro, que se contrapõe à virtude da pobreza; e o orgulho, a soberba, o desejo de poder, de prestígio, ao qual se contrapõe a obediência a Deus. Tudo isso aplicado, naturalmente, à missão do diácono.” Dom Eduardo também levou em consideração a vida familiar e profissional dos participantes. “O diácono permanente é casado, tem a vida familiar, a qual tem que viver de uma forma muito especial, dentro do espírito do evangelho. Ele tem uma função no mundo e tem que ser diácono também onde trabalha, dando exemplo, levando o testemunho do evangelho para os seus companheiros”, finalizou.

Na tarde do sábado, 16 de outubro, os diáconos permanentes tiveram a oportunidade de escutar uma palavra do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que naquele dia comemorava aniversário de Ordenação Episcopal. “É uma grande alegria, nesse momento em que completo 22 anos de bispo, agradecer a Nosso Senhor a Sua misericórdia, a Sua bondade para comigo, as graças que tem me dado nesse tempo. É momento de pedir perdão a Ele de todas as faltas, falhas, pecados, pedir também as luzes, a força para continuar servindo à Igreja com maior entusiasmo, maior dedicação até o tempo que Ele quiser”, apontou. Unir essa celebração com o Retiro Espiritual, segundo Dom Gil, foi motivo de satisfação. “Esse momento para mim é significativo, porque o retiro é local de bênçãos, é ambiente de união com Deus, e é isso que eu quero ter, sempre, no meu episcopado: servir à Igreja da melhor maneira possível, procurando ter no coração a força do Espírito Santo, a bênção de Deus para bem servir o Seu povo.”

Quando tomou a palavra, o Arcebispo de Juiz de Fora atualizou os diáconos sobre aquilo que a Igreja pretende nos dias de hoje, a nível mundial e arquidiocesano. “O Papa está insistindo que nós revisitemos o Documento de Aparecida, feito em 2007, ainda no tempo do Papa Bento XVI, e esse documento prima por uma expressão: ‘discípulo missionário’. O que a Igreja espera nesse início do terceiro milênio de todos é que nós sejamos, de fato, discípulos e missionários. Se isso é uma exigência para todo cristão, muito mais para os ministros ordenados. Os diáconos, como tais, têm a tarefa de desenvolver na sua espiritualidade e na sua vida o discípulo e o missionário que Deus espera que eles sejam”, pontuou.

Na ocasião, Dom Gil abençoou o novo painel da capela do Ceflã, que é uma representação do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús. “Esta casa foi feita para encontros e encontros com Cristo. Depois de dois anos praticamente fechada por causa da pandemia, agora estando praticamente todos vacinados com a segunda dose, alguns até na terceira, nós podemos, ainda com distanciamento, celebrarmos esse retiro espiritual nesta casa renovada, restaurada e embelezada com esse painel”, disse Dom Gil.

*Diác. João Roberto

O Retiro Espiritual Anual também marcou a eleição dos novos integrantes da Comissão Arquidiocesana de Diáconos (CAD), cujo presidente agora é o Diácono João Roberto da Silva, da Paróquia Santa Teresinha (confira, abaixo, a relação completa). “O nosso propósito é servir, juntamente com nosso diretor espiritual, com nosso arcebispo metropolitano, e dar continuidade ao serviço que vem sendo feito. A nossa proposta é sempre a unidade, tentando cada vez mais uma união entre o clero – os presbíteros e também os diáconos. O diácono é um elemento para servir à comunidade”, resumiu.

Para o Diácono Ruy Figueiredo Neves, que deixa a presidência da Comissão Arquidiocesana, uma das marcas dos últimos anos foi a ordenação de 25 diáconos permanentes, em 7 de dezembro de 2019. “Nós tínhamos o projeto de criar um estatuto e um fundo – Fraterno Auxílio Diaconal – para amparo aos diáconos aposentados ou doentes. Essa é a espinha dorsal da área social do nosso diacônio de Juiz de Fora. Aposentadoria minguada, caso de doença, plano de saúde, tudo isso está contemplado nesse estatuto. Para mim, essa foi a maior conquista que nós tivemos”, afirmou. O pré-estatuto já foi elaborado e, depois de aprimorado, será levado para a aprovação do Conselho Diaconal.

Por fim, o Diácono Manoel Espedito da Cunha, pertencente à Paróquia Santa Rita de Cássia, de Juiz de Fora, e eleito Relações Públicas da CAD, falou sobre a importância do Retiro depois de meses de distanciamento. “Quando nós chegamos aqui, eu estava à procura de uma resposta de Deus. Devido à pandemia, nós ficamos nesse isolamento social e não tivemos a carga espiritual suficiente para manter-nos de pé. E esse retiro espiritual veio exatamente para isso, para nos reabastecer para a grande missão que está à frente.”

Clique aqui e confira mais fotos.

Nova composição da Comissão Arquidiocesana de Diáconos (CAD)

Presidente: Diácono João Roberto da Silva
Vice-Presidente: Diácono André Luiz Pereira Machado
1° Secretário: Diácono Antônio Valentino da Silva Neto
2° Secretário: Diácono Álvaro Shwenck Spindula
1° Tesoureiro: Diácono Jorge Luis dos Santos (Tuite)
2° Tesoureiro: Diácono Admilson Renato da Silva
Relações Públicas: Diácono Manoel Espedito da Cunha

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