Curso para Bispos reflete sobre os 15 anos da Conferência de Aparecida

A Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) encerrou, nessa quinta-feira (27), mais uma edição do Curso anual para Bispos do Brasil, promovido na capital fluminense desde 1990. Neste ano, a formação ocorreu pela segunda vez de forma virtual, por conta da pandemia. As atividades começaram na terça-feira (25) e foram iluminadas pelo tema “Aparecida 15 anos depois: destaques e desafios”.

De acordo com o Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Cardeal Orani João Tempesta, 90 bispos de todo o país participaram do encontro. Quem também acompanhou o curso foi o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro. O curso, segundo o arcebispo, é “um tempo de convivência fraternal, mesmo que ainda de forma virtual, e discussão de algum assunto de interesse comum, com conferencistas que nos ajudam a aprofundar os temas”.

Diante das “preocupações em relação à Igreja 15 anos depois do evento de Aparecida, cabe a nós vermos esses passos dados: a Assembleia Eclesial continental, a sinodalidade, o Sínodo dos Bispos”, situou.

Conferências

O tema central do curso foi abordado na primeira conferência, proferida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado: “Aparecida 15 anos depois: uma tentativa de compreender o hoje pastoral e discernir pistas de ação”.

Assim como destacou dom Orani, a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe foi tema de outra conferência, conduzida pelo arcebispo de San Juan de Cuyo, na Argentina, e secretário-geral do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), dom Jorge Eduardo Lozano.

Na tarde de quarta-feira (26), monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira, nomeado recentemente bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, aprofundou o tema “Sinodalidade: fundamentos e perspectivas”. Ele refletiu a partir de três pontos: a sinodalidade como dimensão constitutiva da Igreja; a sinodalidade, “o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”; e “As Igrejas particulares: primeiro nível de realização da sinodalidade”.

“Um aspecto desse aprofundamento sinodal se encontra nas Comunidades Eclesiais Missionárias, propostas como prioridade única em nossas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Nelas se promove uma autêntica sinodalidade em ambiente de oração e fraternidade, na escuta comunitária da Palavra, na celebração que as reúne em torno do altar, na solidariedade com os pobres e sofredores e no anúncio missionário.”, disse Mons. Catelan.

No último dia de curso, os participantes receberam o prefeito e o secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Cardeal Kevin Farrel aprofundou “O papel dos leigos no atual momento da evangelização”. Já o padre brasileiro Alexandre Awi Mello partilhou sobre a Renovação Carismática, o CHARIS e as Novas Comunidades.

*Fonte: Site da CNBB

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