“Cristo ressuscitou, não morre mais, está vivo, está entre nós”, festeja Dom Gil no Domingo de Páscoa

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“Ressuscitou de verdade. Ó Rei, ó Cristo, piedade!”: essa foi a proclamação lida em todas as igrejas do mundo no Domingo de Páscoa, 31 de março, quando os cristãos festejaram a ressurreição de Jesus, cuja crucificação e morte foi celebrada na Sexta-feira da Paixão (29). Na Catedral de Juiz de Fora, uma das missas do dia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. A Eucaristia foi concelebrada pelo Pároco, Padre João Paulo Teixeira Dias, e ainda contou com a participação dos diáconos Antonio Valentino e Waldeci Rodrigues.

“O dia da Páscoa é o dia da alegria, é o dia da vitória, é o dia da paz. Depois de termos contemplado com muita dor os sofrimentos de Cristo, sobretudo na Sexta-feira Santa, com nosso recolhimento, nosso silêncio, nossa meditação, […] passamos pelo silêncio do sábado, que é o silêncio do sepulcro, um respeito a Jesus que foi sepultado, mas dentro do nosso coração já vem, por obra de Deus, uma expectativa”, afirmou Dom Gil, em sua homilia. “Essa fé que Jesus pede a Tomé é a fé que nos reúne nesta hora, neste momento, nesta igreja, que é a casa de Deus, para celebrar este estupendo mistério: Cristo ressuscitou, não morre mais, está vivo, está entre nós. Ele se fez agora Pão Eucarístico, Vinho Eucarístico, se fez Eucaristia para que nós tivéssemos a certeza de que a Sua morte não O venceu, mas ressuscitou, está vivo e continua no nosso meio”, continuou o Arcebispo.

Por esta razão, apontou o Pastor Arquidiocesano, os fiéis voltam todos os domingos às igrejas. “Todo domingo do ano é como se fosse a repetição deste domingo que estamos vivendo. É a repetição da Páscoa. Cada vez que nos reunimos para a Sagrada Eucaristia, estamos celebrando outra vez a Páscoa do Senhor.”

Fazendo referência ao evangelho do dia, Padre João Paulo fez um questionamento. “Após este período quaresmal e uma semana intensa de oração, na qual meditamos a paixão e a morte do Senhor, é com muita alegria que hoje nos encontramos celebrando a Sua vitória, a vitória sobre o pecado, sobre a morte, a Sua ressurreição. Muitas são as personagens que participam desta cena, segundo os relatos dos evangelistas. Qual é a personagem que se assemelha a nós? Podemos ser como Maria Madalena, que vai ao sepulcro logo cedo, ainda à noite. Ela vive essa experiência, se questiona onde colocaram o corpo do Senhor. E foi convidada a não olhar somente para si, para sua escuridão, para sua tristeza, mas voltar o seu olhar para a luz do Cristo ressuscitado. Do mesmo modo, Pedro, João e tantos outros, assim cada um de nós. Em cada realidade que nos encontramos, somos convidados a voltar o nosso olhar para a glória de Cristo, para a sua luz que ilumina as trevas da nossa vida, o medo e tantos outros sentimentos para celebrarmos a vitória do Cristo Jesus, vivo e ressuscitado”, convidou o Pároco da Catedral.

Clique aqui e confira todas as fotos da celebração.

Oitava e Tempo Pascal

A Páscoa do Senhor é tão importante que não se limita às 24 horas de um dia comum, mas se estende durante oito dias, que, liturgicamente, são considerados uma única celebração: é a chamada Oitava da Páscoa. Além disso, a Ressurreição de Cristo anunciada na Vigília Pascal deu início ao Tempo Pascal, que será vivenciado pela Igreja nas próximas sete semanas, até o Domingo de Pentecostes.

No vídeo abaixo, o Arcebispo de Juiz de Fora fala sobre esse tempo litúrgico:

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