Ecônomos da Arquidiocese de Juiz de Fora participam de encontro nacional em Brasília

Imagem: CNBB

Com o tema “Gestão Eclesial em tempos de mudanças: desafios econômicos, pastorais e éticos”, teve início nesta terça-feira, 19 de maio, em Brasília (DF), na Casa Dom Luciano, o Encontro de Ecônomos promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Representando a Arquidiocese de Juiz de Fora, participam do encontro o Ecônomo da Mitra Arquidiocesana, Pe. Liomar Rezende de Moraes, e o Ecônomo do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, Pe. Robert César Teixeira Dias.

O evento reúne ecônomos, bispos, padres, religiosos e leigos de diversas dioceses do país para um tempo de formação, partilha de experiências e aprofundamento sobre a administração dos bens da Igreja, diante dos desafios econômicos, jurídicos, pastorais e culturais da atualidade.

Dom Giambattista Diquattro e Dom João Justino / Imagem: CNBB

A mesa de abertura contou com a presença do Primeiro Vice-Presidente da CNBB, Dom João Justino de Medeiros Silva, e do Ecônomo da CNBB, Padre Felipe Lima. Já a primeira conferência foi conduzida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, que refletiu sobre a gestão eclesial em tempos de secularização e mudança cultural.

Ao acolher os participantes, Dom João Justino destacou que o encontro responde a uma decisão da 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril, em Aparecida, quando os bispos manifestaram apoio à promoção de iniciativas voltadas à formação de colaboradores das dioceses em diferentes áreas, incluindo a econômica.

Segundo o Arcebispo, a administração dos bens da Igreja ultrapassa os aspectos técnicos e administrativos, sendo um verdadeiro serviço pastoral em favor da missão evangelizadora. “Reunimo-nos como Igreja que deseja servir melhor à própria Igreja, na administração dos bens que devem estar a serviço da missão”, afirmou.

Dom João Justino também ressaltou a importância de uma gestão participativa, responsável e transparente, inspirada no caminho sinodal vivido pela Igreja. Para ele, a prestação de contas fortalece a confiança e a credibilidade da Igreja diante da sociedade.

Na sequência, Padre Felipe Lima refletiu sobre os desafios enfrentados pelos gestores eclesiais em meio às rápidas transformações sociais, econômicas e jurídicas. Entre os pontos destacados, estiveram os impactos da reforma tributária sobre as instituições religiosas, além da necessidade de fortalecer práticas de governança, compliance, auditoria e prestação de contas.

“A transparência não enfraquece a Igreja; ao contrário, fortalece sua credibilidade. A boa gestão cria as condições necessárias para que a evangelização aconteça com continuidade e confiança”, destacou o ecônomo da CNBB.

Durante a primeira conferência, Dom Giambattista Diquattro abordou os impactos da secularização e das mudanças culturais na vida da Igreja e na sustentabilidade econômica das dioceses. O Núncio Apostólico ressaltou que a gestão dos recursos eclesiais deve ser uma ação colegial, marcada pela corresponsabilidade entre bispo, ecônomo e conselhos econômicos.

“Governar os recursos de uma diocese não é uma tarefa solitária nem prerrogativa exclusiva do ecônomo. É uma ação colegial que requer organismos funcionais, plurais e corresponsabilidade efetiva”, afirmou.

O representante da Santa Sé também destacou a necessidade de fortalecer mecanismos de solidariedade entre dioceses e de promover uma gestão integrada dos bens e recursos da Igreja, sempre em sintonia com a missão evangelizadora e os princípios de transparência, ética e comunhão.

Imagem: CNBB

O Encontro de Ecônomos segue até a próxima quinta-feira, 21 de maio, com conferências, debates e partilhas voltados ao fortalecimento da gestão econômica e patrimonial da Igreja no Brasil. Entre os temas previstos para os próximos dias estão os impactos da reforma tributária, auditoria, compliance, prestação de contas e os desafios legais e pastorais da administração eclesial.

*Com informações retiradas do site da CNBB

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