Coral Arquidiocesano Benedictus se despede de Maestro Fábio

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Depois de quase seis anos, o Maestro Fábio Figueira Santos deixou o Coral Arquidiocesano Benedictus. O então regente esteve com o grupo pela última vez no dia 9 de março, quando o coro participou da ordenação presbiteral do Padre Emerson de Assis Braz, na Catedral Metropolitana.

Na ocasião, nenhum membro do coral tinha conhecimento que aquela seria a última oportunidade de convivência com seu maestro. Fábio não quis despedidas: enviou rosas e uma carta para seus companheiros e amigos através da coordenadora do Benedictus, Maria da Penha Macario, dias depois.

Apesar da tristeza de todos com a notícia, em nome do coral, ela relembra o bom convívio durante os últimos anos. “Nossa convivência com o maestro Fábio foi extremamente próxima e muito agradável! Ele era muito cuidadoso e atencioso para com todos. Não media esforços no sentido de buscar alternativas para que pudéssemos apresentar o melhor de nós. Acreditou no potencial e elevou a autoestima dos componentes. Nos fez sentir família e quando se está em família, não existe limites para o amor!”, ressalta.

O Maestro Fábio assumiu os trabalhos artísticos e litúrgicos do Coral Arquidiocesano Benedictus a pedido do arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. Ele havia acabado de concluir o curso superior em Música pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e substituiu o então regente, Ciro Tabet.

Quando fala do trabalho que desenvolveu, Fábio destaca a estabilidade musical e o cumprimento da música litúrgica por parte dos integrantes do Benedictus. “Não foi somente um coro que apresentou obras muito bonitas artisticamente. Eram obras que estavam catequeticamente em acordo com os seus momentos dentro da Liturgia, com os períodos que nós estávamos cantando, com o caráter da Celebração Eucarística que nós estávamos servindo”.

Para os dias que virão, o maestro deseja perseverança. “Para o Coral Benedictus, tudo o que eu posso desejar é muita determinação, assim como foi comigo. Desejar que eles perseverem, porque é um trabalho a longo prazo, difícil. Que essa saída minha seja para poder olhar para frente, ao lado de seu novo maestro, a quem eu já desejo tudo de bom. Que ele consiga enxergar naquelas pessoas o enorme valor que elas têm, porque ali o trabalho do maestro é fundamental para conseguir extrair as melhores belezas vocais”.

Além do agradecimento a Dom Gil e ao Padre Cássio Barbosa de Castro, diretor espiritual do Benedictus, ele também deixa uma mensagem final aos seus ex-companheiros. “Que nunca esqueçamos que é um trabalho de serviço à Igreja, serviço às pessoas que encontram ali, no nosso canto, uma possibilidade de favorecer a sua oração. Então o que eu espero, de agora em diante, do Benedictus, é que eles sejam fiéis mantenedores das suas conquistas, mas que estabeleçam metas de crescimento, porque podem ir muito longe. São pessoas altamente talentosas e espiritualizadas”.

Em nome da Arquidiocese de Juiz de Fora, o arcebispo metropolitano deu graças pelos últimos seis anos e destacou a qualidade do maestro enquanto compositor e harmonista, características que foram importantes para o crescimento do coral em qualidade. O pastor também já anunciou o novo regente: o Padre João Francisco Batista da Silva, especializado em Regência Coral e Docência da Música e em Música Sacra. No período em que esteve em Roma, o sacerdote frequentou o Pontifício Instituto de Música Sacra do Vaticano.

Fábio se mudou para o município de São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina, onde lecionará piano e demais instrumentos de teclas no Instituto Cultural local.

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