Conheça a trajetória de Dom Gil Antônio Moreira

No próximo dia 19, a arquidiocese estará em festa para celebrar os 25 anos de episcopado de Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano. A Missa Solene de Ação de Graças será às 9h, presidida pelo Cardeal Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo, na Catedral de Juiz de Fora.

A trajetória de Dom Gil não conta com um marco vocacional, pois, por ser de família fervorosa e atuante, ele foi criado dentro da igreja e a ela dedicou sua vida. Aos onze anos de idade, ingressou no Seminário Menor São José, de Divinópolis (MG). Na mesma cidade colou grau em Letras e Filosofia, indo depois para Belo Horizonte (MG), onde se formou em Teologia pela PUC-MG.

Foi ordenado presbítero em dezembro de 1976, em sua cidade natal, Itapecerica (MG). Em seus anos de sacerdócio atuou como missionário, foi responsável pelas vocações, foi reitor, professor, formador, fez mestrado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma. Fez cursos de especialização para Formador em Toluca (México) e em Viamão (RS). Entre os anos 1997 e 1999, foi Subsecretário-Geral da CNBB, em Brasília (DF), ao lado de Dom Raymundo Damasceno Assis, Secretário-Geral.

Nomeado bispo em julho de 1999, por São João Paulo II, e escolheu receber o episcopado no dia 16 de outubro. “Eu marquei essa data porque ele (São João Paulo II) foi eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978. Também por um outro motivo, porque eu fui batizado no dia 17 de outubro em 1950. Então, eu queria que a minha primeira missa de bispo fosse no dia do aniversário do meu batizado”, contou ele em entrevista para a Assessoria de Comunicação e para o Jornal Folha Missionária.

Ele ainda explicou que recebeu todos os sacramentos que um padre pode receber na mesma igreja, na Paróquia São Bento em sua cidade. Por seu carinho com o local não poderia deixar de celebrar seus 25 anos de episcopado na Matriz de Itapecerica. A Eucaristia será dia 20 de outubro, também às 9h.

Seu primeiro desafio foi ser Bispo Auxiliar de São Paulo (SP), uma das maiores do Brasil. “Conhecia de visitar, mas nunca tinha morado em São Paulo, foi um desafio, mas logo me adaptei ao espaço. Eu encontrei uma comunidade episcopal que me ajudou muito a adaptar ali. Não houve nenhuma dificuldade maior. Aliás, Deus me deu a graça de me adaptar facilmente em qualquer lugar. Mas foi um desafio conhecer e eu fui logo nomeado Vigário Geral”, relatou Dom Gil.

Nesta época ele atuava no Regional Sul 1. Foi membro da Comissão de Cultura, presidente da Comissão Regional em Defesa da Vida e responsável pela Comissão Regional dos Bens Culturais da Igreja. No âmbito nacional, foi suplente para o Conselho Permanente pelo mesmo Regional.

Em 2004, um novo chamado: foi elevado a Bispo Diocesano de Jundiaí (SP). Lá permaneceu por cinco anos. Neste tempo, na Santa Sé, foi membro da Congregação para a Educação Católica, nomeado pelo Papa Bento XVI em abril de 2007. Na CNBB, foi coordenador da Comissão Nacional de Comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II.

No dia 28 de janeiro de 2009, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora pelo Papa Bento XVI, tendo tomado posse em 28 de março seguinte.  Ligado à sua vinda Dom Gil recordou uma história interessante que exemplifica como os caminhos do Senhor são preparados com amor.

“Deus anda na frente da gente, Deus nos precede, né? Quando eu era criança, tinha uns oito anos de idade, era coroinha na minha terra natal. Um dia, saindo da matriz, depois que ajudei uma missa, uma senhora muito distinta da cidade veio me dar um santinho. O santinho tinha uma oração escrito: Oração para ser rezada pelos meninos que querem ser padres. E lá embaixo da oração estava escrito, composta e indulgenciada por Dom Geraldo Marinho Morais Penido, que foi o primeiro Arcebispo de Juiz de Fora. Eu nem sabia quem era esse bispo, nem sabia quem era Juiz de Fora. Nem sei se sabia que existisse uma cidade com o nome de Juiz de Fora. Bom, eu rezei aquela oração, eu fui padre, como eu pedi, fui bispo, fui para São Paulo, fui para Jundiaí e acabei terminando toda minha carreira vocacional aqui em Juiz de Fora”, revelou o pastor.

Entre junho 2015 e 2023, Dom Gil foi Presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação Social e Cultura do Regional Leste 2 da CNBB. No Regional, ainda atuou como Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja, depois como Vice-Presidente da mesma comissão, onde ainda atua. Além disso, Dom Gil é o Assistente Espiritual Nacional do Terço dos Homens, bispo referencial indicado pela CNBB.

Notícias

Instagram

Facebook

Veja Também

Veja Também