Congresso Internacional de Educação Católica chega ao final com balanço positivo

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Nessa terça-feira (5) aconteceu o último dia do Congresso Internacional de Educação Católica da Arquidiocese de Juiz de Fora. O evento, que teve início na sexta-feira (1º), recebeu mais de 500 pessoas, entre pais, professores, diretores e alunos, de diferentes cidades, todos interessados em refletir sobre os rumos da educação a luz da Igreja.

Dando continuidade as atividades, os alunos do Colégio Arautos do Evangelho abriram os trabalhos com uma apresentação musical. Logo após uma breve introdução, Dom Vicenzo Zani tomou a palavra para tratar sobre a visão do Papa Francisco sobre o ato de educar. Além disso, apresentou os planos do sucessor de Pedro de construir um pacto educativo e discorreu sobre as contribuições da Educação Católica no mundo multicultural.

Antes de deixar Juiz de Fora, em entrevista à Rádio Catedral, o Secretário da Congregação para Educação Católica de Roma falou sobre a boa impressão que teve do congresso. Destacou o interesse da comunidade em acertar. “Senti aqui também a preocupação quanto aos desafios da própria situação brasileira nos últimos anos. Há uma grande preocupação, o que será do Brasil… e os membros das Escolas Católicas, os pais, tem uma vontade de saber como podem ajudar o país a encontrar caminhos novos, caminhos acertados para a educação, inclusive, rejeitando coisas que desafiam as famílias, a fé, o direito que as pessoas têm de crer e de educar os filhos segundo sua crença”.

Na parte da tarde, o assunto foi a “Mística do educador católico: formar a pessoa com Cristo e para Cristo”. A palestra foi ministrada por Dom Henrique Soares tratou de relembrar que processo educativo conduz a algum lugar e que o parâmetro para quaisquer atos deve ser Cristo, “se deparar, se medir, se confrontar com a figura de Jesus”. Segundo ele, a mística de uma educação católica, de um educador, está ligada esse contato com Cristo, “respeitando as individualidades, o pluralismo da sociedade atual, mas propondo, sem medo, Jesus, o Seu evangelho e tudo aquilo que decorre disto”, completou o Bispo da Diocese de Palmares (PE).

Ele ainda orientou como os educadores podem levar Cristo aos estudantes. “A primeira coisa é que eles próprios tenham a experiência de Cristo. E aqui está um desafio: a gente não permitir que esse adjetivo católico/cristão signifique simplesmente uma tradição congelada, fria, impessoal; quase que como se dizer católico quer dizer uma escola ligada a valores antigos, de uma disciplina rígida – isso seria triste, porque é confundir o cristão católico com um paradigma de comportamento que muitas vezes já nem está mais no mundo de hoje. Cristão católico quer dizer um voltar sempre a Cristo, beber sempre do evangelho e repropô-lo sempre de modo criativo para os dias de hoje, para as situações de hoje”.

A última palestra do Congresso também foi ministrada por Dom Henrique, referindo-se diretamente a outro pilar essencial no processo educativo: a família. Em sua explanação, aconselhou os pais, partilhando a experiência de sua própria casa e pediu que construam uma interação e diálogo fecundo entre escola e família.

O bispo explicou a importância da relação dos agentes formadores da educação e possíveis consequências de falta desse contato. “É preciso ter bem claro essa questão, que a escola não é sempre um prolongamento, mas é também um aprofundamento e uma ampliação de horizontes. Ele [educando] vai encontrar pessoas que pensam diferente e que vão interpela-lo. E é importante que o coloque em crise. Agora a crise é boa quando encaminha você a fazer uma síntese. Quando sofrimento deixa em crise todo desagregado aí não dá certo. Então, por isso é importante que família e escola interajam para que esse processo seja criativo e construtivo e não fragmentário e destrutivo da personalidade”.

Balanço do Congresso

No final da noite, Dom Gil Antônio Moreira agradeceu a todos, por seus trabalhos, suas participações, colaborações. O objetivo do evento era atender o anseio por parte de professores, pais e escolas católicas, de ouvir as orientações da Igreja e o arcebispo comentou sua satisfação com a entrega feita. “O 1º Congresso que nós realizamos no campo da Educação, o que eu posso dizer é que foi uma benção extraordinária. O congresso deu muito trabalho […]  Nós reunimos aqui mais de 400 pessoas, muitas vindas de fora, de outros estados, até de outros países. Posso dizer que o congresso saiu melhor do que eu esperava.

Ele agradeceu também aos palestrantes que contribuíram com as reflexões e destacou a de Dom Zani. “A presença da Congregação da Educação Católica, através do seu secretário Monsenhor Zani que esteve cinco dias aqui, a nossa disposição, fazendo palestra, respondendo pergunta, sobretudo vivendo a fé, celebrando os mistérios de Cristo conosco, isso não tem preço. É uma coisa extraordinária para nossa Igreja Particular de Juiz de Fora é sinal da nossa proximidade também com o sucessor de Pedro”.

Houve um momento de partilha, em que os congressistas puderam expor suas opiniões a respeito dos cinco dias de congresso. As respostas foram muito positivas. Fabiola Furtado, coordenadora de pastoral do Colégio Santa Catarina, esteve presente todos os dias, e deu sua opinião. “É muito bom estarmos com outros educadores, nós falarmos das mesmas coisas, bebermos da mesma água viva, que é Jesus Cristo. Uma coisa que é muito interessante, dita pelos palestrantes, é a gente ser missionário no nosso local de trabalho […]. O congresso foi justamente esse ambiente gostos, de encontro, de troca de experiência com as outras escolas, então foi muito bom”.

O Congresso terminou com uma celebração de encerramento, um momento de intimidade com Deus, com louvores e ações de graças.

Clique aqui e confira outros registros do 5º dia de Congresso.

* Colaboração: Rádio Catedral e Danielle Quinelato

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