Congregações Marianas de Juiz de Fora reúnem-se em retiro espiritual

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No último domingo, 10 de março, a Paróquia São Mateus sediou o 84º Retiro Espiritual da Federação das Congregações Marianas de Juiz de Fora. O tema do encontro foi o Centenário Diocesano e o Ano Eucarístico vivenciado em nossa Igreja Particular.

As nove Congregações da cidade estiveram presentes. São elas: São Mateus, Ipiranga, Dom Bosco, Santa Luzia, Santa Cecília, Santa Rita, Nossa Senhora de Fátima, Benfica e Nossa Senhora Rosa Mística. O evento, iniciado às 8h30, com a Santa Missa, incluiu momentos de espiritualidade, com a oração do Ofício de Nossa Senhora e da Via-Sacra.

O estudo da Palavra de Deus foi conduzido pelo Seminarista Silas Marques, que refletiu sobre a importância e a profundidade da Eucaristia. Além disso, a secretária do Centro Arquidiocesano de Pastoral São João Paulo II, Ana Maria Roberto, ministrou uma palestra sobre motivação, sobre a devoção a Maria Santíssima e a importância da Congregações Marianas para a Arquidiocese e para a Igreja Católica.

Congregações Marianas*

As Congregações Marianas tiveram início em 1563, quando o jesuíta Pe. Jean Leunis começou, entre os alunos do Colégio Romano, em Roma, um sodalício (grupo) cujos membros se distinguiam por uma vida cristã e mariana fervorosa e pela prática de diversas formas de apostolado.

Enquanto as Congregações Marianas se espalhavam rapidamente pelo mundo, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus, a Congregação Mariana do Colégio Romano foi erigida canonicamente, em 1584, pela Bula “Omnipotentis Dei” do Papa Gregório XIII, com o título de “Prima Primaria” (a primeira). A ela passaram a ser agregadas até 1967, as diversas Congregações de todas as partes do mundo, as quais podiam participar dos mesmos benefícios espirituais que lhe haviam sido concedidos pela Sé Apostólica.

Em sua longa história, as Congregações Marianas, como verdadeiras “escolas vivas de piedade e vida cristã operante” (BS, 16; ver também BS, 12), deram, até o presente, à Igreja, pelo menos 62 santos canonizados e 46 beatos, 22 fundadores de Institutos Religiosos, mártires, missionários e leigos de vida cristã exemplar. De 1567 até agora, entre os 31 Papas que ocuparam a Cátedra de São Pedro, 23 eram Congregados Marianos, inclusive o Papa João Paulo II que, aos 14 anos, foi membro-fundador de uma Congregação Mariana, em sua cidade natal.

No Brasil, as Congregações Marianas existiram no período colonial, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus e praticamente desapareceram com a expulsão dos jesuítas, em 1759. Em 1870, foi fundada novamente uma Congregação Mariana, agregada à Prima Primária, em Itu, Estado de São Paulo, e, a partir de então, tiveram elas notável crescimento em todo o País, quer em Paróquias ou em outros ambientes.

Os Congregados Marianos do Brasil podem ser reconhecidos nas reuniões ou celebrações da Igreja pela fita que pende do pescoço da cor azul (cor litúrgica da Virgem Maria), em cuja extremidade está uma medalha prateada com a imagem do Nosso Senhor Jesus Cristo de um lado e de outro, a da Mãe Santíssima, a Virgem Maria.

*Fonte: Site da Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil

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