Como temos caminhado até aqui

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Preparado pelas comissões organizadoras, realizado, sem pressa, com reuniões e celebrações variadas e frequentes durante um ano e meio, o I Sínodo Arquidiocesano de Juiz de Fora foi aberto a 13 de dezembro de 2009 e concluído na festiva celebração de Santo Antônio, Padroeiro da Arquidiocese, a 13 de junho de 2011.

A conclusão das sessões organizativas, contudo, não correspondeu à paralisação das atividades sinodais, uma vez que se decidiu que o espírito sinodal e missionário deveriam ser a marca de nossa vida eclesial. Após a publicação do Documento Sinodal com metas assumidas generosamente por todos, o Pastor Arquidiocesano se comprometeu a empreender revisões de dois em dois anos, em cada forania, com o objetivo de verificar a boa aplicação das decisões e revitalizá-las. O Documento Sinodal indicou quatro horizontes para a vida eclesial, que foram: 1) Vida e Família; 2) Paróquia, comunidade, movimentos; 3) Missão que parte do olhar para os pobres; 4) Formação, educação da fé para os discípulos-missionários.

As revisões bianuais foram muito importantes para a revitalização da vida pastoral, do espírito sinodal e do ardor missionário. Mostraram também os pontos fracos, o maior ou menor espírito apostólico de padres e leigos, e a necessidade de conversão. Foi definido como lema do Sínodo: “Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em Missão” e como tema bíblico: “Fazei discípulos meus” (Mt. 28, 20). Foi composta a Oração e o Hino do Sínodo amplamente utilizados em todo o tempo das sessões sinodais, em todo o território arquidiocesano com suas 90 paróquias e centenas de comunidades. Em cada igreja foi exposto um banner com os dizeres: “Estamos em Sínodo Arquidiocesano”.

Para isso, ouvindo os apelos do Espírito pela voz do Concílio Vaticano II, do feliz Magistério dos Sucessores de Pedro destes tempos da graça, vivamente reforçado na atualidade pelo Papa Francisco, temos tentado desenvolver o espírito sinodal, atentos ao seu sentido etimológico, caminhar juntos, desenvolvendo ao máximo o espírito missionário, ou seja, uma Igreja em saída, com olhos para as periferias não só geográficas, mas também as existenciais.

Neste sentido, a sintonia com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sobretudo suas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, têm sido centrais na organização e nossa vida e ação pastoral, porquanto significam caminho de unidade e de colegiadade.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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