Comissão Ampliada planeja últimos passos da caminhada sinodal

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Na terça-feira, dia 6 de setembro, a Comissão Ampliada do II Sínodo Arquidiocesano participou da penúltima reunião antes do encerramento da caminhada sinodal, previsto para 20 de novembro. O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu o encontro, que contou com a participação de padres, diáconos e leigos.

Na pauta, estiveram a análise das respostas dadas por padres e missionários sinodais na sessão com as paróquias do interior e a preparação para a assembleia com representantes das comunidades juiz-foranas, marcada para 8 de outubro. Também foram dadas notícias sobre a produção do Documento Sinodal e das videoconferências que serão realizadas com as quatro foranias restantes nos meses de setembro e outubro.

Dom Gil aproveitou a reunião para avaliar os últimos três anos de trabalhos. “Foi uma caminhada muito importante que começamos em dezembro de 2019. As reuniões que teremos até dia 20 de novembro são justamente para ir amarrando, costurando aquilo que nós vimos construindo durante todo esse tempo. Estamos preparando com muito afinco o Documento Sinodal, escrito por várias mãos. Nós temos também a revisão da Pastoral e do nosso trabalho com os pobres, da caridade; tudo isso vai tomando agora uma forma já conclusiva para que possamos, no tempo posterior, viver intensamente aquilo que agora programamos e construímos.”

O Secretário-Executivo da Pastoral Arquidiocesana, Padre Everaldo José Sales Borges, recordou os primeiros passos dados pelo II Sínodo, com as visitas às paróquias da cidade de Juiz de Fora, e a reviravolta provocada pela pandemia de Covid-19. O sacerdote também falou dos próximos eventos sinodais. “Pensamos para esses últimos meses encontros com os padres e missionários sinodais das paróquias do interior, o que já tivemos, já celebramos. Foi um tempo de escuta e agora vamos fazer com os padres e missionários sinodais da cidade de Juiz de Fora. A partir daí, faremos um apanhado daquilo que vem desses encontros, dessas escutas e daquilo que a gente já tinha feito de pesquisa, de verificação, de reconhecimento, de percepção do caminho pastoral da Arquidiocese de Juiz de Fora. Nós tivemos a primeira parte, que foi com visitas, depois tivemos que fazer on-line, por causa da pandemia, mas tudo isso nos fornece uma quantidade expressiva de informações para escrevermos o Documento Sinodal.”

Padre Everaldo ainda comentou a reestruturação pastoral, um dos objetivos da segunda fase do Sínodo. “Por causa disso que nós vivemos nos últimos anos – a necessidade do afastamento por causa da pandemia, muitas pastorais acabaram até deixando de fazer o caminho e outras nasceram a partir daí -, essa reestruturação pastoral é quase que um pouco forçada, mas é muito saudável também, porque há possibilidade de encontrar caminhos diferenciados, de encontrar possibilidades novas”, concluiu.

O Vigário Episcopal para o Mundo da Caridade, Padre Geraldo Dondici Vieira, falou do caminho sinodal na Igreja Particular de Juiz de Fora sendo realizado de forma concomitante ao Sínodo dos Bispos. “O nosso Sínodo se torna uma preparação para participarmos e acolhermos aquilo que vem do Sínodo da Igreja. A Igreja no Brasil e em Juiz de Fora é sinodal, organizada e levada adiante pelos conselhos, e isso agora tem que ficar mais forte ainda. É momento de evangelizar nesses conselhos e nos formar para uma Igreja do futuro.”

Padre Dondici também apontou os desafios apresentados para o Vicariato nos últimos anos, forçando a sua reorganização. “Estamos vivendo os últimos momentos dessa celebração do II Sínodo, que vai impactar a Igreja nos próximos dez anos. O vicariato vai ser muito modificado neste momento e nos próximos anos, sobretudo pela organização em cima do trabalho das diaconias.”

Veja Também