Clero de Juiz de Fora participa do Retiro Espiritual Anual guiado pelo Evangelho de São Lucas

Nesta semana, cerca de cinquenta padres da Arquidiocese de Juiz de Fora participam do Retiro Espiritual Anual do Clero, no Ceflã (Centro de Evangelização e Formação Laical). Esta é a segunda turma a viver esse momento de espiritualidade em 2025 — a primeira realizou o retiro em fevereiro. Ambos os encontros têm sido conduzidos por Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que propõe reflexões a partir do Evangelho de São Lucas.

Primeira meditação da terça-feira (29)

Segundo Dom Catelan, as meditações giram em torno de passagens selecionadas do evangelista, proclamado nas liturgias dominicais do Tempo Comum. “Não se trata de um curso, nem de fazer o estudo do evangelho todo, mas são algumas passagens selecionadas que mais favorecem o ambiente de oração, de meditação, de tomada de consciência da importância, da própria vocação, do ministério, dos padres, a serviço do povo de Deus, a serviço da igreja e das paróquias”, explicou.

Ao falar sobre o conteúdo das passagens escolhidas, o Bispo Auxiliar destacou a centralidade da misericórdia divina. “O Evangelho de Lucas é conhecido por diversos títulos, porque tem algumas passagens que são bem próprias e não se encontram nos outros Evangelhos. Então, o grande destaque é a manifestação da misericórdia de Deus. Deus, cheio de amor e misericórdia, que através do seu Filho, encarnando-se, vindo até nós, oferece-nos a salvação, que é o perdão dos pecados, o convite à conversão, a acolhida do Reino de Deus. Mas é também fonte de uma nova fraternidade, baseada no perdão, baseada na ajuda mútua, para que assim, apoiando-nos uns aos outros, possamos ter uma vida boa, uma vida melhor, mas, sobretudo, caminhar para Deus e viver desse modo a nossa vocação de cristãos”, refletiu.

Padres na capela para a oração de Laudes

Suas expectativas é de que o retiro renove o ardor espiritual dos sacerdotes. “Com a meditação, com a Palavra de Deus, com a oração mais abundante e a liturgia celebrada com serenidade, os padres poderão retomar seu serviço nas comunidades com entusiasmo, ajudando o povo de Deus a progredir no caminho da salvação”, destacou.

O Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, também comentou a importância do retiro anual. “O pastor vive da espiritualidade, vive de Cristo. Se ele não tem Cristo no coração, tudo que ele ensina, por mais inteligente que seja, teria pouco valor. Então, o retiro espiritual tem um sentido fortíssimo na vida da Igreja Particular durante o ano”, afirmou.

O Pastor Arquidiocesano ressaltou ainda o valor de dedicar esse tempo exclusivamente à oração e à intimidade com Deus. “São dias em que os padres deixam tudo — pastoral, trabalho, administração — e vêm apenas para rezar, meditar, fazer uma experiência de encontro pessoal com Jesus. Essa experiência precisa ser contínua, por isso o retiro anual do clero é essencial para cada presbítero e para toda a Igreja Particular”, reforçou.

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