Centenas de pessoas participam da cerimônia do Descendimento da Cruz, na Catedral

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Na noite da Sexta-feira da Paixão, 29 de março, a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora sediou a tradicional cerimônia do Descendimento da Cruz, que recorda o momento em que, após a crucificação, Jesus é retirado do madeiro para ser sepultado. O ato foi iniciado do lado de fora do templo, mas, devido à chuva, foi transferido para o interior da igreja.

O Sermão do Descendimento foi proferido pelo Padre Everaldo José Sales Borges, Pároco da Paróquia São Pedro. Durante sua reflexão, o sacerdote recordou, ponto a ponto, as partes do corpo de Jesus que foram retiradas da cruz. “O Descendimento da Cruz recorda as várias partes do corpo de Jesus, desde a placa que é colocada acima da cabeça, a coroa, as mãos, os pés, o corpo, tudo isso que está na cruz. E, na medida que acontece a pregação, essas partes vão sendo ‘liberadas’ da cruz, vamos dizer assim. O fio condutor é lembrar que todas aquelas situações que são apresentadas ali no Descendimento da Cruz fizeram parte da vida de Jesus, como as mãos que trabalharam, como os pés que caminharam, como o corpo de Jesus que cuidou do corpo de outras pessoas.”

A intenção de Padre Everaldo foi levar os fiéis presentes a relacionarem cada parte do corpo de Cristo aos seus próprios corpos. “Através da vida de Jesus no Evangelho, ajudar as pessoas a pensarem nelas mesmas, olhando o corpo de Jesus como eu olho o meu corpo, os diversos momentos que eu vivo e as partes do meu corpo que devem trabalhar em benefício do reino de Deus.”

Uma personagem que sempre tem destaque durante a cerimônia é Verônica, mulher que, durante a Via-Crucis, aproxima-se de Jesus e enxuga seu rosto ensanguentado com uma toalha, na qual ficou estampada Sua Sagrada Face. Neste ano, a interpretação do “Canto de Verônica” foi feita por Terezinha das Graças Verazzani. Paroquiana muito atuante na Catedral, esta foi a primeira vez que ela entoou o cântico. “Eu me senti muito emocionada… eu nunca imaginaria fazer Verônica um dia. E fiquei muito feliz, porque eu me senti mais perto de Cristo”, confidenciou a fiel.

O Canto de Verônica consiste em uma mulher, que transporta um véu no qual está impressa uma representação da face de Jesus Cristo, entoar um responsório e, ao mesmo tempo em que entoa o canto, desenrola e exibe a estampa da face de Jesus. O canto, ou o grito de lamentação, tinha o intuito de anunciar que o homem que seria crucificado era o verdadeiro Cristo.

Todos os anos, na Catedral, o Descendimento da Cruz é seguido da Procissão do Enterro, que toma as ruas centrais de Juiz de Fora. Contudo, o cortejo não pôde acontecer, em razão do mau tempo.

Confira todas as imagens do Sermão do Descendimento em nossa galeria de fotos.

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