Catedral Metropolitana de Juiz de Fora recebe Relíquia do Beato Antônio Frederico Ozanam

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A Catedral Metropolitana acolheu, na noite do último domingo (16), durante Missa presidida pelo Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira, a relíquia do Beato Antônio Frederico Ozanam. O objeto sacro percorre, desde o dia 1º de fevereiro, os Conselhos Centrais vinculados ao Conselho Metropolitano de Juiz de Fora (CMJF) da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP).

A Eucaristia foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre José de Anchieta Moura Lima, e contou com o auxílio dos diáconos Antônio Valentino da Silva Neto, Waldeci Rodrigues da Silva e Jorge Luís Lopes dos Santos (Tuíte), que é o Assessor Espiritual da SSVP em nossa Igreja Particular. Dezenas de vicentinos marcaram presença na Celebração.

Dom Gil, que é confrade desde a adolescência e vem de família vicentina, ressaltou o grande amor de Antônio Frederico Ozanam a Cristo presente no pobre. “O mundo inteiro conhece a obra dos vicentinos, o mundo inteiro recebeu aquilo que esse jovem intelectual fez na França. Por isso, esse é o grande legado: o testemunho de amor aos pobres, de amor os pequeninos, o testemunho de alguém que escolheu a Cristo por inteiro na sua vida”. E pediu: “Que essa relíquia traga a bênção para todos nós e incentive todos os jovens a fazer como Frederico Ozanam: serem católicos autênticos, servindo aos pobres em primeiro lugar”.

O Arcebispo ainda falou do trabalho feito há quase dois séculos pelos integrantes da SSVP. “As conferências de São Vicente, nós sabemos, serviram e continuam servindo aos pobres de maneira muito intensa. Quando não havia organizações sociais do governo, quem fazia isto no Brasil era a Sociedade de São Vicente de Paulo, quase que sozinha. Não é uma sociedade filantrópica só, é uma sociedade que serve ao pobre por espírito de amor, por espírito que vem do coração de Deus, pela fé que professa”.

Conhecido como Diácono Tuíte, o Assessor Espiritual dos vicentinos na Arquidiocese de Juiz de Fora destaca o exemplo de Frederico Ozanam, que levava aos mais necessitados não só o alimento para o corpo, mas o amor e a presença de Deus. “Se nós, confrades e consócias, trazermos dentro do coração esse apoio, essa força, venceremos e levaremos aos mais necessitados a benção e a paz que eles precisam e que vêm de Deus”.

A Relíquia de Antônio Frederico Ozanam permanecerá até esta terça-feira (18) no município de Juiz de Fora, sob os cuidados do Conselho Central Cristo Redentor. De 19 a 21 de fevereiro, a visita ocorrerá em Lima Duarte (MG) e, entre os dias 22 e 26, em Santos Dumont (MG). O objeto retorna a Juiz de Fora em 27 de fevereiro, quando o fim da peregrinação será marcado com Missa em Ação de Graças na Catedral Metropolitana, às 17h. A relíquia fica no Conselho Central Diocesano até o dia 29.

Clique aqui e confira mais fotos da Celebração desse domingo (16).

Antônio Frederico Ozanam, um dos fundadores da SSVP

A Sociedade de São Vicente de Paulo foi fundada em um contexto muito importante na França (1833). A primeira reunião ocorreu em 23 de abril de 1833, na sede do Jornal A Tribuna Católica, de propriedade de Emanuel Bailly. Junto com ele, estavam os jovens Antônio Frederico Ozanam, Auguste Le Taillandier, Jules Delvaux, Paul Lamache, François Lallier e Félix Clavé. Os jovens estudantes procuravam, com a criação da Conferência de Caridade, criar um espaço onde pudessem fortalecer sua fé contra as ideologias materialistas na época nascentes, por meio do serviço aos necessitados.

Considerado o principal fundador da SSVP, Antônio Frederico Ozanam foi professor de Direito e era formado também em Letras. A grande influência de suas ideias converteu diversas pessoas ao catolicismo e seu entusiasmo ajudou a expandir a presença da SSVP no mundo. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em agosto de 1997. Atualmente, existe uma causa de canonização em análise pelo Vaticano.

A Relíquia do Beato foi um presente do Conselho Geral Internacional (CGI) ao Conselho Nacional do Brasil (CNB), que disponibilizou a peça para uma peregrinação por todo o território nacional. Ela consiste em um pedaço de linho na cor creme, que o bem-aventurado usava quando foi enterrado, e foi afixada em uma imagem de cerâmica que retrata Ozanam.

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