Catedral Metropolitana: Conheça a história da pintura interna finalizada no mês passado

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A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora já passou por várias modificações e reformas até chegar ao estado atual. A última obra – de recuperação da pintura interna e do projeto original interno que nunca fora completado – foi encerrada aos 18 de março, às vésperas do dia de São José.

O projeto de restauro foi iniciado em 2016 por iniciativa do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e entregue aos cuidados dos artistas Marcos Machado Monteiro, Marco Tulio Fernando Nogueira, Sirlene Trindade, que embelezaram o ambiente interno da catedral pela nova pintura e transformaram paredes em painéis de arte sacra.

A obra demorou alguns anos a mais do que o previsto por causa de danos causados por vazamentos de água. Foram necessários consertos no telhado e algumas restaurações. Ao todo, a parte interna da pintura da igreja-mãe durou cerca de três anos e meio.

Para custear a obra foram necessários muitos esforços. “Através do dízimo, doações, (a realização) da cantina Santo Antônio, de rifas, promoções… Nós sempre prestando contas, mostrando como estava ficando e as pessoas foram se entusiasmando”, contou Monsenhor Luiz Carlos de Paula, que acompanhou todo o processo, antes enquanto pároco da Catedral e agora como vigário paroquial.

Padre José Anchieta, pároco local, em entrevista, agradeceu a todos que colaboraram com o dízimo, donativos e serviço. “Tudo isso colaborou para que pudéssemos oferecer para toda a Igreja da nossa Arquidiocese um espaço agradável de oração e contemplação”, afirmou o sacerdote.

Por causa da pandemia não é possível ainda que os fiéis contemplem o trabalho; a intenção do Arcebispo Metropolitano era inaugurar a obra de restauro na Quinta-feira Santa. No entanto, Padre Anchieta lembra a todos que somos Igreja viva. “Mesmo ela estando fechada neste período de isolamento social, nós sabemos que cada um leva pra dentro de si a imagem de Deus e, pelo batismo, somos marcados como sendo uma Igreja viva. Nós não podemos estar dentro da catedral, que está toda pronta, mas a Igreja que é povo, que é a família de Deus, está unida e louva a Deus”.

Em entrevista à Web TV A Voz Católica, Dom Gil expressou sua satisfação com o resultado. “A reforma ficou maravilhosa. Ela nunca esteve desta forma. O projeto inicial do ornamento interno nunca havia sido terminado. Nossa Catedral, hoje, é um canto de louvor.”

Quando do término da pintura, no dia 18 de março, foi celebrada, e transmitida pela Web TV A Voz Católica, a Santa Missa. Na ocasião, Padre Antônio Camilo de Paiva, presidente da celebração, e demais celebrantes renderam graças a Deus por essa conquista.

Você pode conferir como ficou pintura da Catedral nas imagens abaixo, ou ainda nas transmissões das missas pela Web TV A Voz Católica.

Pequeno Histórico

Com a emancipação do município de Juiz de Fora, em 31 de maio de 1850, a capela em frente à Estrada Geral (hoje, Avenida Barão do Rio Branco) foi transformada em igreja matriz da primeira paróquia de Juiz de Fora e batizada em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo Antônio, e ficou sendo a única paróquia até 1900.

Na década de 40, Dom Justino lançou a ideia de reformar a Catedral, adotando um projeto arquitetônico em estilo gótico. Sem conseguir os recursos necessários para a “Catedral Gótica”, foram construídas a cúpula e as varandas em frente ao relógio, além do aumento das laterais, preservando as antigas torres. As obras iniciaram em 1950 e a igreja foi reinaugurada em 1966.

*Com informações do site da Catedral de Juiz de Fora e Web Tv A Voz Católica

 

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