Arquidioceses e Dioceses brasileiras suspendem novamente missas com a presença dos fiéis

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

O Brasil começa o terceiro mês de 2021 registrando novos recordes de mortes e novos casos diários de coronavírus em diversas cidades do país. Com isso, vários Estados enfrentam ao mesmo tempo o colapso em seus sistemas de saúde, com UTIs lotadas e fila em hospitais.

Com esta nova onda de contágios de Covid-19 e o aumento das hospitalizações, diversos estados entraram em “lockdown” para conter o avanço da doença e descolapsar os sistemas de saúde. Em função disso, diversas arquidioceses e dioceses tiveram de fechar as igrejas, suspendendo as missas presenciais e passando a transmiti-las pelas redes sociais até que a situação esteja controlada.

Região Sul

Na região Sul do país, embora o governo permita 10% da lotação nas missas, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, orientou todo o clero para que realize as missas sem a presença de fiéis. A decisão será mantida enquanto durar a bandeira preta no estado.

Em Santa Catarina, todas as dez dioceses, por decreto do governo do Estado, não podem realizar missas presenciais nos finais de semana (decreto válido para o final de semana que passou e o próximo). Segundo o Regional Sul 4 da CNBB, durante a semana, são permitidas celebrações com 25% de ocupação da lotação máxima dos igrejas.

Já em Curitiba (PR), o arcebispo metropolitano, dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, orientou o clero no último sábado, 27 de fevereiro, que suspendesse as celebrações previstas para o fim de semana. Todas as missas serão transmitidas pelas redes sociais. Segundo a arquidiocese, a orientação obedece ao decreto da prefeitura de Curitiba, publicado na noite de sexta-feira (26), que proibiu a realização de qualquer atividade religiosa presencial, e tem validade até 8 de março.

Ainda no Paraná, o arcebispo de Maringá, dom Severino Clasen, suspendeu as atividades com participação presencial de fiéis no período de vigência do decreto estadual. Segundo a arquidiocese, as missas serão realizadas on-line. Já as igrejas e secretarias paroquiais vão permanecer abertas para atendimentos individuais, respeitando todos os protocolos de segurança. “Mantenhamos a coragem, não estamos sozinhos. Deus está conosco, Ele não nos abandonou”, ressaltou dom Severino Clasen.

Região Centro-Oeste

A Arquidiocese de Brasília, respeitando as normas do decreto do governo do Distrito Federal, orientou os sacerdotes que redobrem os cuidados e respeitem as capacidades máximas em relação as atividades nas paróquias como: celebração de missas, batismo, matrimônio; unção dos enfermos e funerais. O lockdown no DF vai até 15 de março.

Região Nordeste

No Rio Grande do Norte, a Arquidiocese de Natal e as dioceses Mossoró e Caicó suspenderam as missas e outras atividades religiosas com a presença de fiéis de 1º a 10 de março. Segundo o documento, as missas serão celebradas, nas igrejas catedrais e nas igrejas matrizes, de portas fechadas, com a restrita participação de uma equipe celebrativa de apoio, composta por, no máximo, cinco pessoas e transmitidas pessoas redes sociais.

Região Norte

Em Manaus (AM), o arcebispo metropolitano, dom Leonardo Steiner, publicou um documento no último dia 18 de fevereiro com orientações pastorais e mantendo suspensas, até o dia 12 de março, as celebrações e as reuniões presenciais. Segundo dom Leonardo, “a Igreja precisa permanecer comprometida e zelosa, mesmo que haja diminuição nos números de contaminados, internações e mortes pelo novo coronavírus”.

Vacinação

No Brasil, a vacinação continua a passos lentos. Dados do consórcio de veículos de imprensa do Brasil mostram que até o domingo (28), 6.576.109 pessoas já haviam recebido a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Já a segunda dose já foi aplicada em 1.933.404 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal. Segundo o balanço do consórcio, 8.509.513 doses foram aplicadas no total em todo o país.

*Fonte: Site da CNBB

Veja Também